Texas Killing Fields, de Ami Canaan Mann
Para Jessica Chastain, o céu é o limite: no seu ano de estreia, contou cinco participações, entre produções independentes e de luxo. Curiosamente, é a segunda vez que anda à caça com Sam Worthington: em A Dívida (2011), de um médico nazi, aqui de um serial killer.
O que Texas Killing Fields tem em ambiente, perde em argumento. Ami Canaan Mann investe tudo no filtro cor de laranja e no suor dos actores, o que garante o realismo de a história se passar realmente no quente Estado do Texas, mas o guião de Don Ferrarone é tão previsível que não chega sequer a ser um desafio. Admite-se que, se insistirmos no conceito de fatalismo, o enredo recupera alguma graça. Sim, as apostas estão ganhas à partida quanto à identidade dos maus da fita, quem vai ser raptado e quem vai ser baleado, mas aguenta-se a dúbia sensação de realidade, da inevitabilidade do mal a vigorar sobre o bem. O desfecho à lei da bala, típico do western, é a menor surpresa de todas.
Produzido por Michael Mann e Michael Jaffe, o filme ia originalmente ser dirigido por Danny Boyle, que abandonou o projecto. Ami Canaan Man, que o substituiu, é filha de Michael Mann (realizador de The Insider e Miami Vice). Michael Jaffe (produtor) nada tem a ver com Roland Joffé, que em 1985 dirigiu The Killing Fields. O título não se refere a nenhum campo de morte, mas apenas ao nome dado a um extenso terreno baldio pantanoso no Estado do Texas. Para além de Jessica Chastain e de Sam Worthington, o filme conta ainda com Jeffrey Dean Morgan, Chloe Moretz e, num papel muito secundário, Sheryl Lee.
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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