À Queima Roupa, de Fred Cavayé
Escrito e realizado por Fred Cavayé, À Queima Roupa é um pequeno filme de polícias e ladrões. A mulher de um enfermeiro é feita refém até que este retire do hospital um paciente guardado pela polícia, o que ele faz à revelia. A acção precipita-se quando o enfermeiro deixa de saber em quem pode confiar, dado que metade dos polícias envolvidos no caso é corrupto e o paciente, ladrão de profissão, acaba por ser a única pessoa capaz de ajudá-lo.
À Queima Roupa é um thriller formulaico, daqueles que se esquecem assim que acabam, mas valem-lhe o ritmo eficaz da montagem e a acção sem quebras, pelo que, enquanto dura, entretém. Gilles Lellouch não seria a minha primeira escolha para protagonista, mas Roschdy Zem, a quem o papel do enfermeiro foi inicialmente oferecido, insistiu que preferia ser o ladrão, ao que o realizador fez a vontade, numa decisão mais do que acertada. O bom serás e o duro criminoso unem esforços para que um possa recuperar a esposa e o outro se vingue daqueles que o traíram. Menos ambicioso do que o seu filme de estreia, Por Ela (2008) - já com direito a remake americano, o falhado 72 Horas (2010) de Paul Haggis - À Queima Roupa ganha-lhe em coerência, mas ainda não é o produto acabado que se espera que Fred Cavayé venha a obter.
A Bout Portant 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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