Não Sei Como Ela Consegue, de Douglas McGrath
É o típico filme de Sarah Jessica Parker, uma comédia ligeira a perpetuar os ideais conservadores sob uma cama de liberalismo, da mulher que tem de somar uma profissão desgastante ao de mãe dedicada e dona de casa. Dirigido exclusivamente a fãs de Sexo e a Cidade, mulheres casadas da classe média alta, deslocadas da realidade nos seus problemas burgueses e iludidas na manutenção de privilégios.
Neste filme, Sarah Jessica Parker tem de equilibrar a vida familiar e profissional com muitas viagens e cansaço. Os filhos têm saudades e o marido também, ela desdobra-se como pode de maneira a fazer tudo e mais alguma coisa. Para tentar dar uma reviravolta ao esquema, a construção narrativa inclui entrevistas a personagens secundários e de circunstância, uma narração constante da protagonista em voz off e ainda coisas escritas por cima da imagem. Mas, com um título destes, é caso para dizer, que não interessa a ninguém como é que ela consegue. Olívia Munn rouba todas as cenas.
Espanta e entristece ver o nome de Douglas McGrath associado a m filme tão serôdio, ele que escreveu Balas Sobre A Boadway (1994) para Woody Allen e adaptou, para si próprio, Jane Austen em Emma (1996) e o livro de George Plimpton sobre Truman Capote para Infame (2005).
I Don’t Know How She Does It 2011
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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