Segunda-feira, Janeiro 16, 2012

50/50, de Jonathan Levine

Filme simpático sobre um bom serás que descobre ter um tipo de cancro na coluna vertebral que lhe dá 50% de hipóteses de recuperação. Assiste-se ao seu quotidiano pós-notícia, com os pais, o melhor amigo, a psicóloga e a ex-namorada. Morno em todos os aspectos, recomenda-se àqueles que tiverem de enfrentar a doença ou um caso na família: o importante a reter é que o cancro não é, necessariamente, o fim do mundo e pode até ter final feliz. 50/50 é uma história sem vilões, sem desgraças chorosas, sem recriminações.
O título original esteve para ser I’m With Cancer (Estou Com Cancro), mas a produção acabou por escolher a sugestão da actriz Bryce Dallas Howard. Will Reiser, argumentista, baseou-se na sua própria experiência, com o actor Seth Rogen a ajudá-lo a recuperar de cancro e a incentivá-lo a escrever este guião. Rogen, como actor e personagem, está igual a todos os filmes em que entrou, com a particularidade de aqui espelhar o que fez na vida real. Para protagonista, James McAvoy foi substituído à última hora (o actor teve medo de falhar o nascimento do primeiro filho) por Joseph Gordon-Levitt, que é menos emocional e mais miúdo do que o primeiro, pelo que a relação com a psicóloga, interpretada por Anna Kendrick, poderia ter sido bem diferente. Assim, nem sequer um beijo deram. Quanto ao realizador, não melhorou desde o filme de estreia, The Wackness (2008).
50/50 2011

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