The Sorcerer And The White Snake, de Siu-Tung Ching
Baseado numa antiga lenda sobre um ervanário que é enfeitiçado pela forma humana de um demónio-serpente com milhares de anos, o realizador de A Chinese Ghost Story (1987), conhecido no ocidente por Tony Ching, traz à cena uma fantasia infantilóide onde um monge feiticeiro se debate com efeitos especiais miseráveis, mal sincronizados com a imagem real e ainda a padecerem de um design infeliz.
Jet Li é o nome no cartaz, mas o seu papel é secundário, funcionando apenas como empecilho ao amor do ervanário e da mulher-serpente, que apesar de ser demónio por condição de nascença, não tem uma única acção de que deva envergonhar-se ou arrepender-se durante toda a película, mas ainda assim é acusada de manipulação da vontade do humano, apesar de este continuar apaixonado por ela depois de saber que ela não o é. E, como o personagem de Jet Li impede o final feliz, a mensagem que fica não poderá ser senão racista, a de que seres diferentes não podem coexistir nem amar-se, nem que tenham de ser separados pela força.
O humor é tipicamente chinês, muito baseado na palhaçada e na humilhação dos personagens, e não enriquece o que já era pobre. A presença de Jet Li é nula, já que este nunca se revelou como actor e aqui as artes marciais limitam-se a movimentos dos braços, acompanhados por raios de vento e luz digitais.
The Sorcerer And The White Snake 2011
O Evangelho Segundo Cinéfilo

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