Sexta-feira, Novembro 18, 2011

Win Win, de Thomas McCarthy

Com a economia norte-americana em recessão, um advogado endividado torna-se tutor de um indivíduo com Alzheimer, apenas para conservar o seu cheque mensal de ajudas de custo, mas o esquema revela-se mais complicado do que antecipou. Para além de se ter comprometido com o tribunal a manter o cliente em casa e tê-lo posto num lar, o neto deste vem visitá-lo e acaba a morar na casa do advogado; e o velho ainda tem mais família. No meio de tanta complicação, o neto revela-se um experiente lutador de greco-romana, actividade que o advogado treina em voluntariado no liceu local, e as vitórias começam a sorrir à equipa. Em vez de apadrinhar uma prostituta adolescente sem motivo (Welcome To The Rileys, 2010), acolher um jovem wrestler faz muito mais sentido.

Paul Giamatti está no seu ambiente, um bom serás em época de azar, que tenta fazer o melhor que sabe com o pouco que tem, mesmo que tenha de dobrar um pouco as regras. Os constantes dilemas com que é confrontado são autênticas areias movediças entre o drama e a comédia agri-doce, o inspiracional e o moralmente errado. Bobby Cannavale, Jeffrey Tambor, Amy Ryan, Burt Young e Melanie Lynskey ajudam a empurrar a bola de neve. Thomas McCarthy, realizador e argumentista de O Agente da Estação (2003) e O Visitante (2007), assina aqui o seu terceiro filme em ambas competências.

Win Win 2010

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