Killer Elite, de Gary McKendry

Robert DeNiro dispensa apresentações, mas as carreiras de Clive Owen e de Jason Staham cimentaram-se na última década. Gosford Park (1998) colocou Clive Owen no mapa e chegou a constar da lista de sucessores de Pierce Brosnan a 007, mas o mais perto que esteve da licença para matar foi em Shoot'em Up (2007) e de um Aston Martin foi como o motorista da série de curtas-metragens da BMW, The Hire (2001). Jason Statham conduziu BMWs, Mercedes e Audis na trilogia Correio de Risco (

Assente num jogo de gato e de rato que excede o seu objectivo, com um alarmante excesso de sub-enredos e actores pouco empenhados em dedicar-se-lhe, Killer Elite rapidamente entra em auto-gestão e a entender-se como uma fita de acção de domingo à tarde. A realização e a montagem são competentes, mas não têm muito a que agarrar-se, pelo que o resultado final não é excepcionalmente coeso ou interessante. Inspirado no livro de Ranulph Fiennes e daí atribuir-se o chavão baseado em factos reais, mas desde que histórias de fantasmas começaram a reivindicar o mesmo, a expressão perdeu muito do seu peso. Tem uma cena de combate corpo-a-corpo entre Statham e Owen que não desilude e outra de parkour pelo topo de edifícios que chega a ser empolgante. Voilá. E nada tem a ver com o filme homónimo de Sam Peckimpah, de 1975.

Killer Elite 2011
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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