Quarta-feira, Novembro 02, 2011

Até Que É Uma História Engraçada, de Anna Boden e Ryan Fleck

Até Que É Uma História Engraçada estica demasiado o Até Que. Um adolescente deprimido decide dar entrada na ala psiquiátrica de um hospital e é obrigado a permanecer uma semana sob observação. Durante esse tempo, relaciona-se com os restantes pacientes e com alguns amigos de escola, o que o conduz à conclusão de que quer viver. É isso mesmo, um copo com açúcar tão trôpego que entorna até acabar vazio. É triste, porque podia haver personagens carismáticos, gags humorísticos ou qualquer outra coisa, mas não há. Até o facto de se apaixonar dentro do hospital é fórmula de pacote.

O maior tiro no pé de Até Que É Uma História Engraçada foi a escolha de Keir Gilchrist para protagonista. O filho gay da série As Taras de Tara tem todas as razões para estar deprimido, mas nenhuma capacidade de conquistar Zoe Kravitz (filha de Lennie) ou Emma Roberts (filha de Eric), e logo aqui se lhe torce o nariz. Zach Galifianakis imita a sua persona de A Ressaca (2009) em todos os filmes onde entra e Lauren Graham (da série Gilmore Girls) nem chega a aquecer o lugar. Anna Boden e Ryan Fleck, os realizadores de Half-Nelson (2006) e de Sugar (2008), não acertam na receita da adaptação do livro de Ned Vizzini. Foram demasiado glutões a tiraram o bolo do forno e este, sem tempo de cozedura suficiente, implodiu.

Its Kind of a Funny Story 2010

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