Waiting For Forever, de James Keach

Emma é a mulher dos sonhos de Will. Na infância, foram bons amigos, mas ela perdeu-lhe o rasto há anos, depois de ter mudado de cidade com os pais e ter ido trabalhar para Hollywood. Ele, saltimbanco itinerante, tem-na seguido desde sempre, mesmo sem a abordar. Agora que ela voltou a casa, para visitar o pai moribundo, ele está decidido a declarar-se. Um ex-namorado dela está igualmente a caminho, e vai tentar culpá-lo de um homicídio. E a história não melhora.

A única forma de abordar este filme é sob a suposição de que foi escrito num estado de estupor induzido e que quem o realizou e interpretou o fez sem conhecer a totalidade do guião, com as cenas a serem-lhes entregues individualmente, apenas montadas na fase de pós-produção. Comparando o objecto final com o sketch da piada assassina dos Monty Python, onde o próprio autor da piada morre ao lê-la e mais ninguém se atreveu a fazê-lo, Waiting For Forever aproxima o drama romântico da completa desolação. Quem assistir irá reconhecer que o artifício foi necessário para que não se percebesse logo a total imaturidade, idiotia e absurdo desta história sem o menor interesse.

Imaginar Waiting For Forever como uma construção edificada por adultos é inconcebível. O argumento está a cargo de Steve Adams (sobrinho de Kurt Vonnegut), que escreveu para televisão nos anos 70 e 80 e só em 2004 viu o seu primeiro guião no grande ecrã, num filme (Envy, 2004) que esteve em hold durante dois anos e teria ido directamente para vídeo se Jack Black (protagonista) não tivesse ganho reputação com Escola de Rock (2003). Uma anedota em relação ao título seria de que mais valia continuar à espera…

James Keach começou a carreira de actor em 1971 e transitou para trás das câmaras dezoito anos depois, com telefilmes estrelados pela esposa (Jane Seymour) ou pelo irmão (Stacy Keach), com o qual até contracenou

Waiting For Forever 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo
4 Comments:
Gostei deste filme, simples, elenco apenas razoável mas que me pareceu honesto. É uma história que procura dar outra abordagem ao romantismo, de uma forma interessante até e depois são por aqui ditas/escritas coisas muito bonitas até. 7/10
para mim, foi a história paralela do ex-namorado que estragou tudo, com falsa acusação de homicídio à mistura. se a história se tivesse centrado no par romântico, teria sido preferível.
Isso é um daqueles subterfúgios em jeito de cliché para dar mais enfase ao romance. nada contra e serviu de motor para o encaixe romântico que se seguiu.
pois, o mal é ter sido tão cliché.
e o actor que faz de irmão do saltimbanco não tem cara nem idade para ser gerente de um Banco, a sua escolha tirou credibilidade ao personagem - e o facto de ser casado com uma modelo...
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