Space Battleship Yamato, de Takashi Yamazaki

Ao fim de cinco anos de planeamento e uma batalha judicial pelos direitos de autor, chega em 2010 a adaptação cinematográfica em carne e osso de uma série de animé japonesa dos anos 70, que já despoletou filmes e telefilmes e teve, no Japão de 1977, bilheteiras superiores à Guerra das Estrelas de George Lucas. O filme de 2010 condensa a trama da primeira temporada da série, com efeitos especiais pela gráfica Shirogumi, concebidos para resistirem a uma comparação com Avatar (2009), feito o desconto à diferença de orçamento (22 milhões de dólares não são os 200 de Avatar).

Reduzir todo um universo de personagens e peripécias a 2 horas e 11 minutos obriga a simplificar drasticamente o escopo de acção mas, diz quem sabe, a adaptação e modernização dos elementos foi conseguida com competência, até sendo aplaudida a mudança de sexo de duas personagens, para que a quota feminina fosse preenchida a contento. Enquanto filme de ficção científica aventureira, a série lembra mais recentes incursões no cosmos como as séries Babyloon 5 e Battlestar Galáctica ou o filme Star Trek (2010). Não é propriamente aborrecido, mas há que reconhecer-lhe a falta de ritmo e acção muito esparsa. O CGI é eficiente, sem maravilhar, com a nave espacial a assemelhar-se simultaneamente a um navio de guerra e a um tubarão, num design fortíssimo. Em contraste, os cenários de estúdio são económicos e os aliens mal elaborados. Muito melodrama, honra e sacrifício empacotado, levado ao forno a uma temperatura média e servido já a arrefecer na recta final.

Space Battleship Yamato 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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