Rio, de Carlos Saldanha

História sobre acasalamento à força e contrabando de aves, baseada no livro A Corrida Para Salvar O Pássaro Mais Raro do Mundo, de Tony Juniper, e realizado por Carlos Saldanha, natural do Rio de Janeiro, cidade onde se passa a narrativa. Saldanha especializou-se em animação por computador, co-dirigindo Idade do Gelo (2002) e Robôs (2005), prescindindo de co-piloto para o resto da trilogia Idade do Gelo. A ideia original de Saldanha estrelava pinguins, mas Happy Feet e Surf’s Up obrigaram a substituí-los por araras. O enredo também deveria ter sido substituído.

Não há público tão exigente como o infantil. As crianças, ou são rapidamente conquistadas, ou é impossível convencê-las. Rio padece desse mal irremediável. As acções e as personagens não são extraordinárias nem cativantes e o espectador ressente-se. Eventualmente, a introdução de personagens coadjuvantes ajuda a engolir os protagonistas, mas o esforço é demasiado manifesto, um lastro pesado e frustrante.

Os actores vocais portam-se bem (especialmente Jamie Foxx e Will.i.am), o trabalho da animação é competente, mas não empolgante, fluidez narrativa precisa-se. Assim é Rio, comédia mediana dos estúdios Blue Sky.

Rio 2011
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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