Red State, de Kevin Smith

Red State é território completamente novo para Kevin Smith. A passear-se com mais firmeza no território da comédia mordaz (Clerks I e II, Jay & Silent Bob Contra-Atacam), Smith leva as interrogações de Dogma (1999) por um caminho perigoso. Red State foi escrito em 2007 e apresentado simultaneamente a Zack E Miri Fazem Um Porno (2008), mas não teve luz verde. O financiamento só chegou porque Zack E Miri Fazem Um Porno e o seguinte Não Chamem A Polícia (2010), apesar de criativamente aquém das expectativas, foram os filmes mais lucrativos da sua carreira.

Red State podia ser um spin off de The Devil’s Rejects (2005) de Rob Zombie, embrulhado em papel anti-fundamentalista, com a Igreja Baptista de Westbourough em mente. A história começa em formato thriller, com jovens à procura de sexo num fórum cibernético que acabam vítimas de uma seita religiosa de extrema-direita, redundando na consequente intervenção de uma equipa do FBI com ordens para não deixar sobreviventes.

Kevin Smith prova que é capaz de realizar de forma concisa e realista, apostando numa montagem rápida e resoluta, mas é a história que não convence. Falta-lhe humor, ainda que negro, caracterização dos personagens e desenvolvimento nas situações de tensão. Não havendo empatia para com um único personagem, o body count é visto com indiferença e não como fatalidade. Kevin Smith tinha um alvo e conduziu um fuzilamento, esquecendo-se de que esta temática precisa é de linchagem.

Para além do cameo da esposa de Kevin Smith, Jennifer Schwalbach, Red State conta com John Goodman e Melissa Leo, ele demasiado velho para agente do FBI, ela demasiado velha até para convencer como MILF. Para os mais atentos, entre os agentes do FBI contam-se Kevin Pollack, Marc Blucas e Kevin Alejandro.

Red State 2011
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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