Never Back Down 2, de Michael Jai White

Jeff Wadlow ganhou o prémio Chrysler Million Dollar Film Competition de 2002 com a curta-metragem Living The Lie, um ano depois de formar-se em cinema pela USC. Investiu o prémio na sua primeira longa, (Cry_Wolf, 2005), que provou ser uma discreta incursão no universo Gritos/ Mitos Urbanos, mas seria Até Ao Ultimo Combate a destacar-se. Lutas de mixed martial arts em campeonatos ilegais, entre estudantes universitários. Os protagonistas são atraentes, furiosos e determinados, a história é uma modernização de Karate Kid (bem melhor do que o remake oficial) e a realização é cortante e intensa como a de um videoclip. Mas essa é outra história.

A única ligação entre Até Ao Ultimo Combate 1 e 2 é o argumentista Chris Hauty e as produtoras Mandalay e BMP. Por outras palavras, mais uma tentativa de capitalizar num título de relativo sucesso, com uma segunda entrega directamente para o mercado de vídeo. Em vez de uma história central com que o público possa identificar-se, são apresentados quatro lutadores, cada um dos quais com as suas preocupações, que correspondem aos tempos mortos do filme. E quatro lutadores e um treinador com problemas pessoais são tempos mortos a mais.

Os combates cingem-se praticamente ao clímax e os treinos são banais, pelo que não se aproveita nada desta medíocre sequela, realizada por Michael Jai White, que assim se estreia na realização, ele que tem dado murros e pontapés ao longo de duas décadas. Van Damme escolheu-o para oponente em Máquinas de Guerra 2 (1999), mas desde então o melhor que conseguiu foi enfrentar Scott Adkins em Undisputed 2 (2006).

Never Back Down 2 2011
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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