A Melhor Despedida de Solteira, de Paul Feig

Nicolas de Chamfort, poeta e moralista francês do século XVIII, deixou entre as suas máximas que os homens têm de escolher entre compreender e amar as mulheres, mas A Melhor Despedida de Solteira está aqui para ajudá-los a melhor atingir ambos objectivos. O título é, simultaneamente, acertado e enganador. Há um casamento e damas de honor para todos os gostos mas, mais importante do que isso, está o tema do papel da mulher na sociedade contemporânea, o valor da amizade e como o verdadeiro amor é algo por que tem de lutar-se, mas que também lutará por acontecer.

À frente do elenco e da escrita está Kristen Wiig, comediante da escola SNL, da companhia de teatro de sketch Groundlings de Los Angeles e da equipa de Judd Apatow, produtor deste filme e de Virgem Aos 40 Anos (2005), Um Azar do Caraças (2007) e Forgetting Sarah Marshall (2008). Talentosa e incontida, Wiig domina o filme do início ao fim, seja preciso ser sexy ou humilhar-se. Aliás, são os momentos embaraçosos que nos fazem gostar mais da sua personagem. Annie está na meia-idade, tem um amante que não a ama e com quem o sexo é insatisfatório, um emprego que detesta e um negócio que faliu. Se não fosse tudo mau, a melhor amiga vai casar-se, ficando assim sem o único amparo que lhe restava. Durante os preparativos para o casamento de Lilian, ainda tem de lutar pela atenção desta com a adorável madrasta do noivo, que quer ser a nova melhor amiga dela. E conhece um tipo simpático.

Paul Feig é um experiente realizador e produtor de séries televisivas. Numa década, passou por Freeks and Geeks, Arrested Development, 30 Rock, Mad Men, Weeds, Nurse Jackie e The Office. Entre ele e Kristen Wiig é conseguido um equilíbrio fantástico e o filme funciona em pleno, tanto como comédia quanto

Curiosamente, apesar de vermos Annie e Helen esgadanharem-se por serem a melhor amiga da noiva, sendo a inimiga podre de rica e convencida, é impossível não sentir compaixão pela angústia da solidão de ambas e reconhecer que não há ali nenhuma verdadeira má da fita. A vida é mesmo assim e é preciso saber tirar o melhor partido. Uma coisa que se pode fazer, sim, é ver este filme. Rir, solidarizar-se e aprender com os erros das personagens.

Bridesmaids 2011
O Evangelho Segundo Cinéfilo
7 Comments:
ficaste com o filme? achas que pode ser um sério candidato a uma sessão ....just the 2 of us?
é um sério candidato a umas boas gargalhadas, mas o filme já foi à vida. e só saiu das salas na véspera de eu publicar a minha crítica.
"just the 2 of us" faz-me sempre pensar no Austin Powers 2 :P
LOL, acho-lhe alguma piada mas não me "comove" de forma tão satisfatória como comédia .....acho que lhe faltam alguns diálogos mais forte, as piadas tendem a ser um pouco óbvias.
és mau, bem podias ter ficado com o filme, não dá para o sacares novamente : > ?
please? ou então podes tentar sacar o novo do Woody Allen ??? please, please , please : >
eu levo as pipocas : >
não acho nada bem falar em "saques" num blog tão idóneo como este :P
já viste o "Eternal Sunshine of the Spotless Mind "? É, talvez, a minha história de amor preferida :)
http://axasteoque.blogspot.com/search?q=Eternal+Sunshine+of+the+Spotless+Mind+
comentei lá meu amor
<3
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