Assassination Games, de Ernie Barbarash

Enquanto ícone das artes marciais, Jean-Claude Van Damme passou há muito o prazo de validade e, como nunca treinou os dotes da representação com o mesmo afinco que a espargata, Assassination Games, honestamente, vive apenas do seu apelido no cartaz. Scott Adkins, pelo contrário, tem vindo a construir uma sólida carreira no género, ainda que seja exasperante a lentidão com que tarda em atingir o estrelato.

Desde Cubo: Zero (2004) que Ernie Barbarash só tem feito filmes directamente para vídeo, e Assassination Games não é excepção. O orçamento deve ter sido tão baixo que ele, em vez de reforçar as cores, optou por desmaiá-las, num deslavado tal que se aproxima da monocromia. Nesse amarelo desbotado, desenvolve-se uma história onde dois assassinos juntam esforços por um objectivo comum, eliminar um alvo que para um deles é negócio e para o outro pessoal. Reviravoltas de bocejo e alguns minutos de artes marciais, entre os quais apenas segundos são dedicados a um confronto entre os dois protagonistas, onde Van Damme revela cuidado com a hérnia e Adkins em não suar. Os dois já se enfrentaram com igual desprimor

Kristofer e Bianca Van Varenberg, os dois filhos de Van Damme com a primeira mulher, Gladys Portugues, continuam a fazer-lhe companhia. Kristofer já acena para as câmaras desde Máquinas de Guerra (1992), onde fazia o papel do pai em novo, e Bianca começou em 2008 (The Shepperd: Border Control e The Eagle Path, 2010). Van Damme e Adkins integram o elenco do próximo Máquinas de Guerra 4: A New Dimension e Expendables 2 (2012).

Assassination Games 2011
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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