Terça-feira, Agosto 02, 2011

Depois do Banquete, de Susanne Bier

Pouco entusiasmado com a perspectiva de deixar a Índia, um dinamarquês que dirige um centro de acolhimento regressa ao país natal para uma entrevista com o seu possível futuro mecenas, que quer conhecê-lo, pessoalmente, antes de comprometer-se. Convidado para o casamento da filha deste, é confrontado com um evento do passado que terá consequências até hoje.

O filme começa nos bairros pobres da Índia, onde a miséria vai contrastar com a riqueza escandinava. Em Copenhaga, pode estar a solução para a bancarrota do orfanato que gere na Índia, mas as condições impostas para que o dinheiro lhe chegue às mãos são pesadas. Jacob é um humanitário, alguém que fugiu de uma vida de dissolução para tornar-se uma nova pessoa, no Oriente, e a Europa ensombra-o, mete-lhe medo, não quer nela permanecer mais do que o mínimo indispensável; além disso, adoptou um menino indiano cujo aniversário está a uma semana de distância e quer regressar. Mas o dinheiro tem teias e Jacob vê-se envolto nelas, as quais vão exigir dele as decisões mais importantes da sua vida.

Susanne Bier, antes de rumar aos EUA e dirigir Benicio Del Toro e Halle Berry em Coisas Que Perdemos No Fogo (2007) ou de ganhar o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011, por Haevnen (2010), escreveu e realizou esta cebola dramática, construída como um terço de segredos, personagens ambíguas e muitas emoções dilacerantes. Com Mads Mikkelsen, no ano em que foi vilão de 007, em Casino Royale (2006). Em retrospectiva, pode parecer um filme de cartilha, mas é encenado para que as peças mais previsíveis não o pareçam de imediato.

Efter Brylluppet 2006

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