Domingo, Agosto 07, 2011

Blitz, de Elliot Lester

Um assassino de polícias em Londres é caçado por um polícia com historial violento. Jason Statham é o único herói de acção que se destacou no século XXI, mas nem sempre tem material à altura. Antigo nadador olímpico e modelo, foi elevado ao estatuto de sucessor de Charles Bronson com o remake de O Mecânico (2011), mas o argumento de Nathan Parker (Moon – O Outro Lado da Lua, 2009) não fez grande coisa pelo livro de Ken Bruen (London Boulevard – Crime e Redenção, 2010) e ninguém faz nada pelo filme.

A investigação policial é tão simples que se torna embaraçosa, o assassino fornecer informações a um jornalista é plagiada de The Mean Season (1985) e a recaída da agente toxicómana não faz mais do que encher chouriços. Fica uma direcção de fotografia competente e uma realização sóbria. Mas Statham nem sequer tira a camisola num filme que, para funcionar, exigiria mais acção do que uma breve perseguição a pé.

Quanto a falhas de lógica interna, qual a necessidade da polícia libertar o assassino, com a desculpa de não terem provas? Para além dos polícias mortos corresponderem aos agentes que assinaram as suas diversas detenções, o envelope com dinheiro, encontrado no quarto de hotel, teria, de certeza, as impressões digitais do informador e do jornalista (e o montante certo seria igual ao dinheiro dado pelo jornalista ao informador, menos uma documentada deslocação de táxi), adicionando ao lote de crimes a morte do informador.

Jason Statham não chega a aquecer, mas Paddy Considine e Zawe Ashton estão irrepreensíveis. David Morrissey, num papel tão secundário e irrelevante, faz pensar no que lhe terá acontecido.

Blitz 2011

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