Undisputed III: Redemption, de Isaac Florentine

O tema já está gasto, mas o cenário será sempre pró-forma. Walter Hill estreou a trilogia Undisputed (Só Um Será Vencedor) em 2002, opondo Ving Rhames a Wesley Snipes num combate de boxe entre grades. Isaac Florentine tomou a sequela nas mãos e opôs Michael Jai White a Scott Adkins, que de vilão passa a herói no fecho da trilogia.

Cinturão negro de Kickboxing e vermelho de Taekwondo, Scott Adkins é uma estrela merecidamente em ascensão, que enfrentou Matt Damon em Bourne: Ultimato (2007) e Jean-Claude Van Damme em The Shepherd (2008), foi Deadpool contra Wolverine e Dentes de Sabre (Wolverine, 2009) e há rumores de que integrará Os Mercenários de Stallone na sequela de 2012. O vilão de Undisputed III é Marko Zaror, que protagonizou Kiltro (2006), o primeiro filme de artes marciais chileno, também conhecido por ter sido o duplo de The Rock em Bem-vindo À Selva (2003). Desde 2006, Zaror perdeu o cabelo e a graça, tendo sido mal escolhido por, apesar da estatura, ser muito mais magro do que Adkins (o herói devia ser mais David do que Golias); é o primeiro filme

Undisputed III tem um enredo tão simples e previsível que chega a ser cómico, mas isso não é importante. Os combates são, infelizmente, esparsos, mas a sua coreografia acrobática é excepcional. Scott Adkins nunca desilude, nem com um personagem que partiu a perna e continua a lutar.

Undisputed III 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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