Quinta-feira, Abril 28, 2011

Sem Prada Nem Nada, de Angel Garcia

Historieta para meninas burras, feita por adultos de igual calibre. O título diz tudo: excesso de estereótipos e parvoíces, mas nenhuma qualidade. Um realizador em piloto automático, um argumento laxante e princípios morais de bradar aos céus.
Duas irmãs ficam na miséria, com a morte do seu afinal não tão abastado pai, mudam-se da mansão da família de Beverly Hills para uma casinha do lado leste de Los Angeles. Uma delas só liga a compras e a outra só aos estudos. A primeira envolve-se com um professor e quer casar com ele (a ninguém faz espécie a diferença de idades) para dar o golpe do baú e a segunda com o actual patrão, que é irmão da cunhada. Não habituada ao álcool, beija-o numa festa, mas arrepende-se – ao que ele, num piscar de olhos, responde com o anúncio do noivado com outra. A irmã convence-a a pôr um vestido justo e saltos altos e ir dizer-lhe que o ama, e na mesma festa encontra o professor, que afinal já é casado. Só bons exemplos para a plateia adolescente: beber para desinibir, vestir de forma provocante para agradar aos homens e casar por conveniência.
Anunciado como a versão latina de Sensibilidade e Bom Senso, de Jane Austen, Sem Prada Nem Nada é um pedaço de excremento vestido de cor de rosa e iluminado para brilhar, mas nem assim deixam de ver-se as moscas à sua volta. Postiço, ameno e murcho.
From Prada To Nada 2011

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