Mr Majestyk, de Richard Fleischer
Aos 53 anos, Charles Bronson só queria assentar e cultivar melões, mas a sua vida iria ser dificultada por um extorsionista e por um assassino profissional. Sim, é anedótico pensar em Bronson como agricultor (faltaram-lhe as jardineiras e o chapéu de palha), mas imaginá-lo a ameaçar o extorsionista com uma caçadeira já é mais a sua praia. Este acto foi catalogado de agressão pelo corrupto xerife local e o meloeiro conduzido à cadeia local. Durante o trajecto, onde também é transportado um assassino profissional, o autocarro é atacado, mas Bronson impede a fuga do assassino. Este jura vingança, alia-se ao extorsionista e os melões é que pagam (alguns são destruídos duas vezes). Bronson vinga os melões.
Baseado num romance de Elmore Leonard, Mr. Majestyk tinha o slogan Se só vai ver um filme este ano, que seja este, mas Charles Bronson estreou o muito mais rentável Death Wish (1974) no mesmo mês. De regresso aos EUA depois de Aconteceu no Oeste (1968), a sua carreira atravessava uma época bastante produtiva, a colher os louros de todo o trabalho da década anterior, na qual saltitara exaustivamente entre os dois lados do Atlântico. Contudo, à parte portar-se como um veículo para a sua persona de duro, Mr. Majestyk não cumpre mais nenhum objectivo. A história tem mais buracos do que um alvo de tiro e o actor não é credível como agrónomo. Quanto à temática sobre as condições de trabalho dos imigrantes ilegais mexicanos, não restaram mais do que meia dúzia de deixas.
Mr Majestyk 1974
O Evangelho Segundo Cinéfilo



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