Sexta-feira, Abril 08, 2011

London Boulevard, de William Monahan

William Monahan, argumentista de The Departed e O Corpo da Mentira, estreou-se na realização com a adaptação de London Boulevard, um livro de Ken Bruen publicado em 2001. Pequena história de crime e castigo passada na cidade chuvosa, centrada num indivíduo acabado de sair da prisão, onde esteve hospedado três anos por agressão, e na sua tentativa de reabilitação, dificultada pelas tentativas do gangster local em dar-lhe uma posição no seu negócio.
A história é curiosa, com diálogos interessantes, cheia de personagens caricatos e reviravoltas caprichosas. A fluidez do ritmo garante o entretenimento, mas algumas linhas narrativas mal atadas e o final precipitado e sanguinolento obstam a que a experiência seja mais positiva. Mitchell é um rapaz de bom coração, mas a insistência do gangster local em ingressá-lo nas suas hostes fica por explicar, assim como a facilidade com que um ex-condenado teve acesso à casa de uma actriz deprimida e com fobia a paparazzi.
A presença de Colin Farrell domina o filme, com um sotaque e uma representação sem mácula, ao que os restantes actores prestam merecido apoio. Keira Knightley, David Thewlis, Ray Winstone, Ben Chaplin, Eddie Marsan e Anna Friel, uma engrenagem bem oleada. Monahan apoiou-se no experiente director de fotografia, Chris Menges, ele próprio realizador nos anos 90.
London Boulevard 2010

10 Comments:

Blogger Júlia said...

Encontrei o teu livro na prateleiro de um amigo meu : )

4/09/2011 9:27 PM  
Blogger Ricardo Lopes Moura said...

Qual deles?

4/09/2011 9:57 PM  
Blogger Ricardo Lopes Moura said...

Olha, podes enviar-me um link para a foto do teu perfil blogger em grande?


(sim, sou Leão)

4/09/2011 10:00 PM  
Blogger Júlia said...

Tal pai...

eu não tenho a foto em lado nenhum : O

(leão, qual leão?)

4/10/2011 12:06 AM  
Blogger Ricardo Lopes Moura said...

signo...

pediste-lho emprestado, leste-o?

4/10/2011 5:33 AM  
Blogger Júlia said...

não precisei, está na biblioteca do campo pequeno, e já está com a entrega atrasada

sim, já o li

4/10/2011 10:34 PM  
Blogger Ricardo Lopes Moura said...

veredicto?

4/10/2011 10:36 PM  
Blogger Júlia said...

o meu veredicto não é relevante porque este não é um género literário onde me tenha aventurado muitas vezes, e a minha opinião fica assim pouco ou nada orientada

dentro desta desorientação, gostei muito da escrita, que não é igual á que já conhecia de ti, mas percebe-se bem que é tua porque tens um jeito que é teu e de mais ninguém. Foi reconfortante (e algo familiar)ler o livro e assitir à tua evolução (que termo desastroso) como escritor, mesmo que em marcha atrás.
à quanto tempo o livro foi escrito? 10 anos? menos, mais?

Fiquei com uma impressão muito visual do livro, mas ajuda viver na mesma cidade que o protagonista. Mas isto também porque escreveste de uma forma quase cinematográfica (isto faz sentido?)e o leitor fica com a sensação de ler um filme.

a cena do livro que te criticaram no blog do não sei quantos é, curiosamente, a minha preferida (falei em cena e não em capítulo, mas não foi nada propositado)

alguma coisa que digo faz sentido? enfim

4/11/2011 12:11 AM  
Blogger Ricardo Lopes Moura said...

o teu veredicto é muito importante. primeiro, porque me legitima como autor do presente, quando escrevi o livro há mais de 10 anos (foi publicado em 1999) e para uma geração mais nova do que a minha. E, já agora, para um autor, não há opiniões irrelevantes.

podia ser este o livro a lançar-te no género... que género é esse, o suspense?

Já não o leio há anos, por isso não tenho a maior parte das cenas presentes, mas acho que a Cidade Universitária é a parte mais reconhecida de Lisboa. O liceu foi escrito com a Escola Secundária Aurélia de Sousa em mente, onde estudei, e que fica no Porto.

A escrita de ficção nada tem a ver com a crítica cinematográfica, por isso é natural que notes diferenças. Mas, sim, claro, para além da temática, há a passagem do tempo.

Reconfortante? Expressão curiosa :) Receaste que pudesse desiludir as tuas expectativas? isso seria mesmo triste, porque, realmente, aquilo de que mais me orgulho é da minha escrita.

Concordo que seja um livro muito visual, sempre construí as minhas histórias com grande atenção aos pormenores de movimento.

Ainda bem que gostaste da cena/capítulo do Sôr Vítor, foi uma abordagem à pedofilia muito anterior ao Processo Casa Pia. Acho que ficou suficientemente intensa. Outra cena que muito gosto me deu fazer foi a fuga do Hospital.

Viste a minha entrevista ao Programa Noite de Cinema?

4/13/2011 8:01 PM  
Blogger Júlia said...

fizeste-me sentir assustadoramente nova assim de repente, com a conversa das gerações

onde é que estavas na foto da contracapa? tens um ar turístico

sim, a cidade universitária ficou a zona mais reconhecivel da cidade, e o metro da mesma, que pelos vistos agora é felizmente mais calminho. Quero ler mais livros em Lisboa com Lisboa.

sim, o suspense, o thriller, mas não me imagino a embrenhar-me no género.

Reconfortante nesse sentido mas também noutro diferente, porque fui capaz de encontrar a tua escrita que sim, com a passagem do tempo e uma nova temática é naturalmente diferente, mas mesmo assim reconhecivel. Mas sim,foi um receio.

sim, já tinha visto mas já só me lembrava das trapalhices do entrevistador. Imaginava a tua voz diferente.
E o que é que fizeste ao livro da tua vida?

nunca pensaste voltar ao Porto?

Nem tinha reparado no leão. mas és mesmo?

4/15/2011 12:34 AM  

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home

hit tracker