Conviction, de Tony Goldwyn
Mais um papel à medida de Hilary Swank, numa história de heroísmo e perseverança. Baseado em factos reais, Conviction relata os dezassete anos durante os quais Betty Ann Waters fez tudo para apoiar o seu irmão (injustamente condenado por um crime que lhe garantiu a pena de prisão perpétua, sem liberdade condicional), o que incluiu tirar o curso de direito (com dois filhos menores e um emprego de part-time num bar) e tornar-se advogada para poder defendê-lo. Bravura, tenacidade e obsessão são os motores que a impulsionaram e mantêm o filme a correr.

Apesar da realização consistente de Tony Goldwyn e das interpretações precisas de Hilary Swank, Sam Rockwell e Melissa Leo (candidata ao Óscar de Melhor Actriz Secundária, no mesmo ano, por The Fighter, 2010), o filme não consegue evitar algum automatismo, já que, estabelecidos os personagens e a sua situação, o enredo fica apeado enquanto se aguardam avanços na interpretação do ADN e, depois disso, de se localizarem provas antigas de ADN para analisar. Como é uma história verídica, não será grande crime se informar que, seis meses após a libertação e do final do filme, Kenneth Waters morreu de uma queda. Betty Waters continuou a desenvolver advocacia, defendendo casos semelhantes ao do irmão e batendo-se pela melhoria das condições nas prisões.

Minnie Driver, nomeada para um Óscar de Melhor Actriz Secundária por O Bom Rebelde (1997), tem andado desaparecida, tendo feito TV e dobragens de desenhos animados, mas continua tão deliciosa como em Gross Pointe Blank (1997) e Águas Mortíferas (1998). Onde Hilary Swank faz desesperar, o charme de Driver aliviava a pancada.

Conviction 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo

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