Adoro-te… À Distância, de Nannette Burstein


Na base, uma relação à distância. Rapaz e rapariga conhecem-se, namoram durante seis semanas, sabendo perfeitamente que o seu tempo na mesma cidade era limitado e, no último minuto, decidem não se separar. A relação progride então de uma coisa ligeira para algo mais intenso e que exige maior investimento pessoal, com viagens de avião uma vez por festa e, no entretanto, muitos telefonemas e mensagens de texto. Sobreviverá a paixão à distância?

Apesar de saudável, a relação entre os protagonistas não é muito alimentada pelos actores, cuja química é agradável, mas inconsistente. Para além disso, sempre que a câmara se aproxima de Drew Berrymore, a diferença de idades entre ela e Justin Long parece gritante, apesar de ele ser apenas três anos mais novo. Drew não está a amadurecer bem, especialmente porque faz de estagiária, acabada de sair da Faculdade, e tem 35 anos. Mais flagrante é, quando comparada às outras actrizes em presença, especialmente Kelli Garner, mas até face às convivas da festa dos bigodes. Christina Applegate (39 anos) é a irmã mais velha e, se não se cuida, começa a fazer papéis de mãe.

por mais agradável que seja ver uma comédia romântica fugir ao figurino, lamenta-se que esta se fique pela mediania. When Harry Met Sally – Um Amor Inevitável (1989), há tantos anos atrás, teve um jogo próximo (aí o par lutava por manter uma amizade à distância), mas o argumento de Nora Ephron era muito mais bafejado pelo humor. Aqui, as graçolas estão dependentes dos amigos de Justin e de alguma alarvidade. Espreme-se uma mão cheia de gargalhadas (Drew Barrymore tem de treinar melhor as dela, porque soa muito forçada quando se ri) e um final feliz. Como curiosidade, a voz de Charlie Day é igual à de Edward Burns.

Going The Distance 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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