Disarmed – Special Ops, de Tom Shell
A.J. Draven e a sua namorada (actualmente esposa) Stephanie Lemelin criaram a companhia In-Motion e, pela amostra, com licença para fazer lixo. Disarmed evidencia um nível de amadorismo como não se via desde os anos 80, quando pequenas distribuidoras de vídeo americanas decidiram editar os seus próprios filmes de artes marciais, numa tentativa de copiar o produto made in Hong Kong. Para quem tem saudades do tempo

A.J. Draven é um nome que surge do nada. No currículo, traz um cinturão negro de Krav Maga (arte marcial israelita que, basicamente, se traduz por combate corpo-a-corpo), mas nem uma lição de representação. Faz lembrar, pela falta de talento, o hirto Olivier Gruner mas, pelo menos, o francês tinha uma presença impressionante, enquanto Draven é uma figurinha normalíssima. Se é verdade que foi coreógrafo de luta de séries como Alias, Human Target e Traveler, mais valia ter continuado longe das câmaras.

Disarmed é o exemplo acabado de imbecilidade congénita. Draven quis brincar aos heróis, a namorada escreveu o guião (imagina-se que não tenha o menor conhecimento sobre o funcionamento dos corpos de elite do Exército Americano) e um empreiteiro realizou. Tirando a sensual cinquentona (51 anos) Finola Hughes e o sempre seboso Steven Bauer, a inépcia é total. O protagonista parece distraído nos diálogos e mole nas cenas de haha, digo, acção e o produto final parece a aborrecida rodagem de um ensaio, feito com meia dúzia de amigos, durante um fim-de-semana nas Filipinas. Não há direcção de actores, direcção de fotografia, coreografia de luta, nada. Até o magrito Loren Avedon mostrava, nos seus idos filmes série Z, capacidades físicas inacreditavelmente superiores. A sétima arte precisa de novas estrelas de artes marciais, mas A. J. Draven não é a solução.

Disarmed – Special Ops 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo

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