A Cidade, de Ben Affleck
A Sétima Arte tem andado tão preguiçosa que o último assalto a um banco digno de registo tem 15 anos. Heat – Cidade Sob Pressão (1995), de Michael Mann, impressionou, mas não despoletou imitadores. No novo milénio, Ocean e os seus 11, 12 e 13 associados passearam griffe e panache pelos cofres de casinos, mas não é a mesma coisa. Não é preciso serem os presidentes dos EUA (Ruptura Explosiva, 1991), mas máscaras e armas são requisitos indispensáveis. Que o diga Dillinger (Inimigo Público, 2009), que o mesmo Michael Mann recordou no ano passado, gangster da velha escola, de chapéu de feltro e gabardina, munido da sua metralhadora Thompson, que cobria o rosto com um lenço e se safava muito melhor do que Pumpkin e Honey Bunny, que imortalizaram,

A Cidade impõe-se, em 2010, como um filme sobre assaltos à mão armada. Assaltos a bancos, a carrinhas blindadas e ao cofre de um estádio. É um filme poderoso. Não só pela intensidade dos crimes, mas por ser muito mais do que isso. Adaptação do livro Príncipe dos Ladrões, de Chuck Hogan, retrata os habitantes de Charlestown, um bairro de Bóston que o FBI arrola como tendo mais assaltantes a bancos por metro quadrado do que qualquer outro nos EUA.

Adrian Lyne será eternamente recordado por Nove Semanas e Meia, Atracção Fatal e BZ - Viagem Alucinante, mas os seus méritos perdem-se no mesmo nevoeiro que D. Sebastião, duas décadas volvidas. Que ele se tenha afastado, por desentendimento com a Warner Bros, pode ter sido a melhor coisa que aconteceu a A Cidade. Ben Affleck, que tão boas recordações deixou com Vista Pela Última Vez (2007), tomou-lhe as rédeas à frente e atrás das câmaras, e o co-oscarizado argumentista de O Bom Rebelde (1997) ainda meteu a pena no argumento, alterando o final do livro com eficácia, mantendo uma estimulante ambivalência até ao desfecho, capaz de contornar o fatalismo que se receava. A premissa está longe de ser original, mas a narrativa é coesa e polvilhada de apontamentos vencedores. Na base, um assaltante de bancos e o agente especial do FBI encarregue de apanhá-lo decidem ambos namorar a gerente do banco assaltado, mas os pormenores fazem a diferença.

Ben Affleck é o cérebro e os músculos de toda a operação. Como realizador, dedicou-se de alma e coração. As cores são frias, os actores são convincentes, a acção é violenta, os diálogos são profundos, os twists fazem sentido. Há electricidade na película. Em três dias, Affleck passou de uma montagem de quatro horas para duas horas e cinquenta, que agradou ao estúdio e saiu

Ben Affleck já tinha a escola toda quando John Frankenheimer o vestiu de Pai Natal e o mandou assaltar um casino (Jogo de Traições, 2000), mas nunca teve tão bom aspecto como agora. Profissionalmente, conseguiu contrariar um arco descendente que vinha desde o desastre de Pearl Harbor (2001) e culminou nos dois falhanços de 2003, Demolidor e Gigli. O ponto de viragem foi Hollywoodland (2006), onde soube usar o seu aspecto de canastrão para proveito próprio, e Vista Pela Última Vez (2007), onde lhe descobrimos novos talentos.

Mais atraente do que Al Pacino e Robert DeNiro juntos (Cidade Sob Pressão), Ben Affleck lidera um elenco competente, do qual se destacam Rebecca Hall e Blake Lively, respectivamente o interesse amoroso e a galdéria do passado, duas mulheres fortes à sua maneira. Hall partilhou o espaço com Scarlett Johansson

Em suma, A Cidade é um bom filme. Tem garra, intensidade e sentimento. É filmado com esmero, cuidado e perícia e não falha o alvo. Por último, a música de Harry Gregson-Williams, outrora o mais promissor discípulo de Hans Zimmer, que já compusera para Vista Pela ùltima Vez. Funciona como ambiente de fundo, mas não se aguenta sozinha.

The Town 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo
23 Comments:
Fica neste filme a prova que Ben Afleck consegue mesmo saltar de barco para barco sem se atrapalhar, qualidade invejável. Também quero.
Ficou melhor esclarecido a presença da tangerina junto do dinheiro para Claire, enterrado no jardim, na versão extended, pois o significado da cidade de Florida para o protagonista é comentado com maior explicitude durante a cena exterior em que Doug oferece o colar a Claire(que é substituida por outra, ligeiramente mais curta, na versão editada), e não apenas rapidamente mencionado na cena rodada no jardim comunitário. Confesso que nem consegui compreender o que a peça de fruta estava a fazer no meio de tanto dinheiro na versão cortada, a primeira que a vi, sem este diálogo presente.
A cena de amor entre Affleck e Lively ficou muito bem na versão extended. Nunca a tinha visto em nada remotamente sério, aqui apanhou-me de surpresa (aparece em New York, i love you, mas não me lembro dela, será que fez parte do segmento que ficou cortado?)
Não me importei muito com o John Hamm neste filme, nem de o ver assim meio como se tivesse acabado de acordar ao meio dia.
O convite que faz a Claire ficou cortado na versão mais curta, não se dando conta da suposta atracção fatal que o policia sente pela vítima, que deveria transbordar para as diferentes cenas, e não ficado encurralada apenas nesta, caso o actor se tivesse esforçado mais um pouco. John tem de acordar um bocadinho mais cedo para conseguir convencer o público que está a tentar seduzir a rapariga. Se calhar foi mesmo um corte certeiro (o único, na minha opinião que se justifica plenamente).
A conversa telefónica entre os protagonistas é um mimo, nem ele desiste dela, mesmo pensando que ela pretende entregá-lo ao FBI, pois deixa clara a inocência desta ao telefone que sabe estar em escuta; nem ela dele, que o avisa do perigo eminente com uma simples menção dos seus “sunny days”. Fica confirmado o lealdade dos dois em coisa de dois ou três minutos. Será que ela gasta todo o dinheiro no gelo ou deixa algum de lado para a Tangerina?
Costumava correr mas aqui em Lisboa ainda não percebi onde existem caminhos pedestres perto de mim. E em ginásios já não me enfio.
Meu deus, que testamento
Cump.!
Júlia,
Testamenta, que gosto de ler-te.
Quando ao Ben, viste o anterior filme dele, protagonizado pelo seu irmão mais novo? Também gostei bastante. Como disse na crítica, o Hollywoodland foi o ponto de viragem, o início de uma fase mais adulta. Às vezes é preciso chegar ao fundo do poço para se ter força suficiente para escalá-lo até ao topo.
Apesar do Gigli ter sido realmente vergonhoso, eu sou da geração Marvel e não achei que se tivesse portado mal como Demolidor, por isso dei-lhe o benefício da dúvida e ele acabou por merecê-lo.
Não vi a versão comercial, por isso fiquei deliciado por me fazeres as distinções mais importantes. Realmente, ainda bem que cortaram o convite para sair do Jon Hamm, porque depois ele não se esforçou nada por conquistá-la.
Sim, a tangerina é tão impportante como o «sunny days», complementam-se.
Estás, portanto, há pouco tempo em Lisboa? Qual é a zona onde moras? Se tiveres força de vontade por ti, os ginásios são uma perda de tempo e de dinheiro. Eu tenho um mini-ginásio dentro de casa e saio para correr, começando o trajecto logo a partir da porta e só terminando novamente à porta de casa. Adoro fazer jogging.
Ainda bem que te agrada : )
Sim, também um filme que vale mesmo a pena. A última cena ficou gravada na minha memória.
Nunca vi o Gigli (agora que o pesquisei no google apercebo-me que se calhar fiz bem). O Demolidor vi no cinema quando estreou e não o cheguei a rever, por isso lembro-me de pouca coisa.
Sim, á coisa de dois ou três meses, mas só vim agora para Alcântara. Estava a pensar seguir o rio até Belém. O parque das Nações seria a minha primeira escolha, não fosse longe. Um ginásio em casa é uma delicia, podes ver os filmes que quiseres e ninguém te chateia. E podes tomar banho no teu chuveiro.
Adoro falar sobre cinema com pessoas que têm ideias definidas sobre o que viram e sabem apontar os erros que melhor teriam servido os filmes, se apontados a tempo. Se morasse em L.A., seria um script doctor :)
A última cena do Gone Baby Gone ou do Hollywoodland? Como falei em ambos no mesmo parágrafo, não sei a qual te referes. Se for ao Gone, confesso que já não me lembrava da última cena. Ainda tive de pensar duas vezes em relação a ele ter denunciado o morgan freeeman ou não. mas tu referes-te à cena em casa da mãe, certo? Pessoalmente, sou a favor da adopção (penso no caso esmeralda e da outra menina russa).
O Gigli é mesmo mau. E não percebo como chegou a ser feito, não só por parte do Ben, mas também da Jennifer Lopez, que até aí tinha na conta de businesswoman impecável. Tanto no cinema como na música, ela só dava passos inteligentes. Com riscos, claro, mas controlados. Filmes disparatados como o Angel Eyes ganharam por tê-la como protagonista. Provavelmente, os dois decidiram apostar em Martin Brest, o realizador, porque este costumava avançar pelos projectos em cima do joelho e depois era bem sucedido, como nos megahits Caça-Polícias e Perfume de Mulher. Desta vez, o tiro saiu pela culatra.
Sim, tens esse percurso privilegiado, podes ir junto ao rio na direcção de Belém ou na do cais do sodré. ou optares por percursos interiores, por aquelas ruas que ainda têm carris de eléctrico e prédios antigos (à noite, quando quase não há trânsito). eu já morei no coração de lisboa, por isso corria pela av republica até entrecampos e virava para a av EUA e daí descia a av roma; ou ia até ao campo grande e voltava para trás. ires à expo correr é chato, realmente, porque tens de ir até ao cais do sodré apanhar o metro e ainda te esperam dois transbordos antes de chegares ao destino.
as razões que apresentas para ter um mini-ginásio em casa são precisamente aquelas a que recorro quando questionado por amigos. e ter um mini-ginásio em casa é não ter desculpa :)
Se um dia o vieres a ser, tens aqui o treino : )
Era engraçado era ver-te na secção de crítica de cinema das revistas e não sei quê
Referia-me ao Gone Baby Gone. Sim, a cena final é na casa da mãe da pequerrucha, depois de ele denunciar o Morgan Freeman. É uma cena muito melancólica, porque o herói, com as melhores intenções, condena a rapariga a um destino pouco risonho. Fica-se a saber que a mãe nem se lembrava do nome da boneca da miúda, porque o que a esta dá à policia, durante a investigação, não corresponde ao que a miúda usa para a chamar, nesta cena.
O Hollywoodland ainda não vi, fica na lista de espera. Já percebi que o Gigli não vale a pena, senão fica na outra, na negra.
A Jennifer consegue singrar em inúmeras áreas. Mesmo não gostando da música dela, é facil invejar a energia da senhora, é uma máquina.
Fizeste-me recordar a cena em que a Jennifer Lopez pede ao rapaz para a beijar onde nunca foi beijada e ele, como resposta, beija-a na sola do pé (estavam os dois na água; no mar ou num lago). É a única cena que se deixou ficar na minha memória do Angel Eyes, sabe-se lá porquê, vi o filme na TV à imenso tempo, nem me lembrava já dele.
Também já vivi perto da Av. da Rép., é um percurso porreiro. O parque Monsanto é seguro durante o dia?
Em 2007 trabalhei para a Premiere portuguesa, escrevia uma crítica por número. A primeira em que escrevi foi a que tem o Homem-Aranha 3 na capa, se por acaso as guardares. Foi uma crítica ao Shooter, que vi de propósito. Depois a Premiere fechou quando as edições hachette saíram do país e o José Vieira Mendes demorou um ano a encontrar quem quisesse apostar nela. Falei com ele nessa ocasião, mas a revista estava a começar o zero, não pagavam a ninguém e ele não queria esse tipo de situação, disse que me contactava quando a coisa melhorasse, mas entretanto foi despedido. Nunca contactei os novos responsáveis, talvez devesse fazê-lo.
Li o plot do Gone na Wiki, vinha descrita essa última cena. Lá está, ter sexo não é sinónimo de ter-se qualidades para ser pai ou mãe e em muitas situações, o melhor é dar a criança para adopção.
O Hollywoodland é um bom drama, baseado em factos reais. O Ben está um valente canastrão, mas sabe tirar partido disso.
A Jennifer anda um bocado low profile desde que o seu disco em espanhol vendeu menos de um milhão de cópias. Mas também lhe beijava o pé:)
O Parque de Monsanto aos fins de semana é usado para pic-nics, mas o resto do tempo não sei se é seguro. Além de que as profissionais de serviço não estão lá só à noite.
Tens algum blogue?
Fantástico, isso é (foi) ouro sobre azul
Nunca comprei revistas, lia-as sempre na faculdade ou na biblioteca, para evitar o estudo.Não sabia sequer que a revista tinha sido interrompida.
Claro que devias contactar, se é um trabalho que te dá prazer, tanto que acabas por o fazer já aqui.Tens uma boa exposição na Premiere e se és remunerado, melhor. Deixa ficar o site na mesma, para teres contacto com o público e vice-versa.
Sim, a cena vem descrita, apesar de ser curta, em relação ás outras, ganhou destaque. A adopção fica de caras como solução para o caso do filme e, infelizmente, outros tantos na vida real.
E ainda isto na Wiki: “The UK release was originally set for December 28, 2007, but was pushed back to June 6, 2008, due to the disappearance of Madeleine McCann.” Que disparate, são raptadas crianças no Reino Unido todos os anos, esta é diferente porquê?
Temos um pequeno fetish por pés ou só pelos da Jenny? : p
Não tenho blogue, o que ia escrever?
E também trabalhei para a revista de cinema Primeiras Imagens, que nasceu e morreu em 1999 e voltou a dar à superfície em 2003.
O caso Maddie foi mediatizado em ambos continentes. Um filme que saísse nessa altura a tratar do desaparecimento de uma menina loira da idade da Maddie iria ser naturalmente associado e o estúdio tentou evitá-lo, mas o caso prolongou-se e mesmo aquando da estreia, foi feita a ligação pelos noticiários portugueses e ingleses. Má publicidade pode arruinar o box office de um filme.
Como é que eu já adivinhava que a referência ao pé da Jennifer ia terminar na inevitável pergunta sobre fetiche? Tenho uma adoração por tudo o que seja feminino, incluindo os joelhos e a linha da coluna vertebral.
Se em 2007 estavas na Faculdade, que idade tens hoje? A minha verdadeira pergunta não era se tens um blogue, mas como poderia saber um pouco mais sobre ti. Um blogue seria um bom começo, é um local onde, normalmente, se desabafa.
Mais uma revista que poderias voltar a contactar. Devias continuar ser publicado a tinta no papel, mesmo que seja menos ecológico.
Que não te passe pela cabeça que comentei com malícia, mas assim de bandeja claro que tinha de perguntar : D
22
Prefiro manter um diário e escrever nuns cadernos parvos a escrever um blog, que é um instrumento um pouco invasivo para mim. Caso escrevesse um, não seria assinado com o meu nome e apelido, para não cair em sarilhos. Depois, já me conheço, e sei que o ia abandonar em menos de um ano.
Por enquanto não podes saber grande coisa sobre mim porque não existo na WEB, vais ter mesmo de perguntar o que quiseres saber
Feliz ano 2011, se ligares a essas coisas
Coitada da Primeiras Imagens, tinha um director completamente inapto. Em 2003 não aguentou um ano, sequer.
a malícia é uma qualidade, não um defeito ;)
uma bela idade.
diários à antiga? curiosamente, nunca me afeiçoei à escrita de sentimentos no papel, mas no PC sempre me vieram mais facilmente. por falar nisso, tenho dois livros publicados.
está bem, irei perguntando, à medida que formos falando. vais muito ao cinema?
Não ligo mesmo nada, mas feliz 2011 também para ti :)
Bem doseada é uma qualidade, mas cuidado para não transbordar
É uma idade engraçada
O PC não anda sempre comigo, o papel é mais leve. Quais são os títulos? E depois logo te pergunto o que tratam : )
Quando estava em Faro ia ao cinema com mais frequência, tinha o Cineclube, ou os ciclos d’Os Artistas, quem nem sequer se pagam. Aqui em Lisboa, só pus ainda os pés no ciclo de cinema espanhol no São Jorge, que já foi à coisa de 2 meses, se calhar porque ainda não conheço bem os cantos à casa. De resto, vou encontrando na internet o que me apetece ver.
Olá :)
Nestes dias que se passaram, chegaste a pesquisar os meus livros? Não foram publicados sob pseudónimo ;)
Hey : )
Só encontrei um (Phenomenae), qual é o outro?
É prosa ou poesia?
«Tal Pai...»
São ambos thrillers. Em prosa :)
Ainda bem, não tenho o hábito de ler poesia
Acho que encontrei um excerto pelo google!
Também encontrei uma mini biografia tua no Campo das Letras : D
thrillers em poesia só o edgar alan poe e poucas :)
o mal dos excertos é a falta de contexto.
sou eu :)
Um artista preso no corpo de um advogado?
: D
O excerto pode ser um bom método de mergulho num livro, para o leitor que gosta de ser surpreendido (com supresas boas e más) precisamente porque não existe contexto.
Os traillers podem ter o efeito contrário e ser capazes de estragar o suspense todo do filme se não forem feitos como deve ser.
A Julianne Moore também já beijou outra actriz em "As Horas".
A advocacia é uma arte.
Gostaste do excerto?
E falsos trailers que dão em filmes? primeiro foi machete e daqui pouco chega hobo with a shotgun.
Acho que o último parágrafo era para comentares aqui:
http://axasteoque.blogspot.com/2011/01/chloe-de-atom-egoyan.html
Então estás em harmonia com o teu trabalho
adorei
falsos trailers? nunca ouvi falar... Tb não vi ainda o Machete
Não? Lembras-te do projecto gindhouse, do tarantino e do robert rodriguez? em 2007, decidiram fazer uma sessão dupla como as que havia nos anos 70. pelo preço de um bilhete, assistia-se a 2 filmes. no início da sessão e entre os dois filmes, foram transmitidos falsos trailers.
em portugal, os dois filmes foram apresentados separadamente, obrigando a que se pagassem dois bilhetes. claro.
dois desses falsos trailers já despoletaram longas metragens. falava-se de um terceiro trailer que ia ar filme, mas parece ter sido falso alarme. os trailers foram realizados por eli roth, rob zombie e edgar wright.
uma crítica ao Machete pode ser lida neste blog :)
adoraste o excerto? era sobre o quê?
Desconhecia por completo. os traillers chegaram a passar em Portugal, mesmo com os filmes separados? não me recordo de todo
Lembro, cheguei a ver o Planet Terror no cinema e o Tarantino em DVD, à poucos meses. A rapariga loura (Zoe)que o Tarantino usa no filme foi a dupla de Xena, a Princesa Guerreira e depois da Uma em Kill Bill. Até fizeram um documentário sobre ela, há uns anos atrás.
Se calhar vou mesmo ficar sem ver o Machete, se não tinha curiosidade agora...
O excerto é uma cena entre Lídio e s'or Vítor
a distribuidora tuga borrifou-se para os trailers.
eu vi os 2 no cinema, chegaram com alguns meses de diferença. o death proof é muito melhor, mas também me ri com os zombies do rodriguez. especialmente da cena de sexo, em que o par começa a despir-se e há um corte muito artesanal e de repente já estão vestidos, no exterior, e parece ter-se perdido muito mais do que só a cena erótica.
sim, a zoe bell é dupla dupla há uns anitos, já tem 21 filmes no currículo. também foi dupla da sharon stone no catwoman e da amy acker na série alias.
já leste a minha crítica ao machete, portanto :D
eu podia jurar que o excerto era esse, mas não quis influenciar a tua resposta. também o li, há mais de um ano, num blog que depois diz raios e coriscos do livro. esquecem-se é que agora se fala muito de pedofilia e o livro saiu em 1999.
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