Red - Reformados e Perigosos, de Robert Schwentke


A audiência será, decerto, atraída pelos pesos pesados do cartaz, mas ninguém sabe o que possuiu Bruce Willis, Morgan Freeman, John Malkovich, Helen Mirren e Brian Cox a aderirem a este fiasco. Mary-Louise Parker, a imitar a ingenuidade da sua personagem da série Weeds, é outra amostra de mau aproveitamento de talento, já que a sua função é de mero comic relief e, para ser bem sucedida nessa tarefa, precisava de mais e melhores one liners. Outros nomes que tiveram de ser desempoeirados são os de Ernest Borgnine e Richard Dreyfuss, em curtas aparições. A agarrarem-se à sua última réstia de juventude, Karl Urban e Rebecca Pigeon (mulher de David Mamet).

Com um elenco destes, o alemão Robert Schwentke deve ter dado pulos de contente, mas o guião é tão lamentável que pouco mais lhe restou do que dar um ar de graphic novel aos storyboards. De notar que o realizador não é especialmente talentoso, já se tendo espalhado na estreia em solo alemão, uma pindérica revisitação de Se7en (Tattoo, 2002); num frio e impessoal voo em que era necessário sentirmos o amor de mãe de Jodie Foster, actriz incapaz do menor calor (Flightplan, 2005); e no ritmo quase comatoso que imprimiu a A Mulher do Viajante do Tempo (2009). Aqui, lá faz um esforço por dar panache à terceira idade e às suas explosões, mas ficou-se por aí.

Red 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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