Sábado, Novembro 20, 2010

Red - Reformados e Perigosos, de Robert Schwentke

Baseado na minissérie de Warren Ellis e Cully Hamner, um comic da DC, os irmãos Hoeber (Whiteout e Alice) criaram um guião que tem tudo de estúpido e nada de interessante. Após escapar a um atentado, um agente aposentado da CIA junta alguns amigos da mesma escala etária para tentar descobrir quem e porque o querem morto. As razões tardam, mas antes falhassem, porque o seu calibre é tão idiota quanto o final, que deslegitima qualquer réstia de lógica que pudesse ter sido arriscada entretanto.

A audiência será, decerto, atraída pelos pesos pesados do cartaz, mas ninguém sabe o que possuiu Bruce Willis, Morgan Freeman, John Malkovich, Helen Mirren e Brian Cox a aderirem a este fiasco. Mary-Louise Parker, a imitar a ingenuidade da sua personagem da série Weeds, é outra amostra de mau aproveitamento de talento, já que a sua função é de mero comic relief e, para ser bem sucedida nessa tarefa, precisava de mais e melhores one liners. Outros nomes que tiveram de ser desempoeirados são os de Ernest Borgnine e Richard Dreyfuss, em curtas aparições. A agarrarem-se à sua última réstia de juventude, Karl Urban e Rebecca Pigeon (mulher de David Mamet).

Com um elenco destes, o alemão Robert Schwentke deve ter dado pulos de contente, mas o guião é tão lamentável que pouco mais lhe restou do que dar um ar de graphic novel aos storyboards. De notar que o realizador não é especialmente talentoso, já se tendo espalhado na estreia em solo alemão, uma pindérica revisitação de Se7en (Tattoo, 2002); num frio e impessoal voo em que era necessário sentirmos o amor de mãe de Jodie Foster, actriz incapaz do menor calor (Flightplan, 2005); e no ritmo quase comatoso que imprimiu a A Mulher do Viajante do Tempo (2009). Aqui, lá faz um esforço por dar panache à terceira idade e às suas explosões, mas ficou-se por aí.

Red 2010

0 Comments:

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home

hit tracker