O Caminho do Guerreiro Pacífico, de Victor Salva

O Caminho do Guerreiro Pacífico baseia-se no livro The Way of The Peaceful Warrior, de Dan Millman, e é uma mistura de Karate Kid (1984) e Top Gun (1985), sem artes marciais nem aviões. O realizador Victor Salva, cujo tronco da carreira assenta em filmes de terror de baixo orçamento, confessou-se influenciado por este livro durante os quinze meses de encarceramento por violação e pornografia com menor (o protagonista do seu filme Clownhouse, 1989), o que poderá ter feito maravilhas pela sua personalidade, mas não pelo seu talento.

Verdade seja dita, Victor Salva é um realizador que, em regra, sabe o que faz. Francis Ford Coppola financiou-lhe os primeiros projectos e até conseguiu que a Disney o contratasse para dirigir Powder (1995). Numa altura em que o suspense parecia estagnado, Jeepers Creepers (2001) foi uma lufada de ar fresco, tão fresco que arrepiou o público incauto. Jeepers Creepers 2 desiludiu e Guerreiro Pacífico encontra-o como peixe fora de água.

Antes de uma competição importante, um ginasta universitário torna-se obsessivo com sonhos em CGI de baixa resolução, nos quais esmigalha um tornozelo que se transforma
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O argumento de Kevin Bernhardt não tem ponta por onde se lhe pegue e os actores foram mal escolhidos. Scott Mechlowitz (Eurotrip, 2004) não tem porte suficientemente atlético para convencer como ginasta, o que é óbvio pelo facto de nunca o vermos fazer um único exercício de ginástica completo. Nick Nolte, o pai do Incrível Hulk (2003), desta vez usa o seu poder para o bem, mas é anedótico como mestre budista (ao contrário, por exemplo, do venerável Sr. Miyagi de O Momento da Verdade, 1984). Amy smart faz de Amy Smart e a mais não é obrigada. Victor Salva, declaradamente, em baixo de forma.

The Peaceful Warrior 2006
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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