Terça-feira, Junho 29, 2010

Teoria do Caos, de Marcos Siega

Drama familiar insípido, com aspirações a comédia romântica, tem apenas Ryan Reynolds a funcionar a seu favor (se exluirmos a cena em que a maravilhosa Sarah Chalke nos lava a vista). Um sensaborão motivador de palestras sobre eficiência tem um dia complicado e a sua vida é virada do avesso. Habituado a organizar o seu quotidiano através do preenchimento de notas com directivas que segue à risca, fica ansioso e descompensado quando a esposa o expulsa de casa sob a acusação de adultério e seguidamente descobre ser estéril (portanto, não é o pai biológico da filha). Concluindo que a organização é impossível face ao caos que o rodeia, decide seguir um método diferente: utiliza os cartões para escolher aleatoriamente o caminho a seguir, com alternativas improváveis. Andar à luta num bar, fumar, andar de moto sem capacete e dormir com outras mulheres. Sim, os clichés todos.

Marcos Siega começou uma carreira de produtor musical em 1999 e transitou para a realização televisiva, saltitando entre episódios de Dexter, Sangue Fresco, Casos Arquivados e Veronica Mars. Actualmente, é produtor-executivo e realizador da série Diários de Vampiro. Se o seu filme Inocência Sedutora (2005), era uma comédia superficial com adolescentes de colégio privado a multiplicarem comentários politicamente incorrectos, Teoria do Caos é muito mais puritano, sem saber decidir-se pelo drama de fraca intensidade ou pela comédia com pouca graça. Entretenimento pautado pela mediania, peca por falta de ritmo e um penoso espaçamento entre situações divertidas. Com o sempre excelente Ryan Reynolds e uma curta presença da desastradamente sedutora Sara Chalke (a Dra. Elliot Reed de Scrubs). Emily Mortimer e Stuart Townsend estão lá só para receberem os cheques.

Chaos Theory 2007

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