Plano B... ebé, de Alan Poul
Possivelmente com a intenção de evitar associações ao slogan do blockbuster de verão A-Team (There’s No Plan B), Plano B...ebé mudou o seu título inicial de Plan B para Back-Up Plan. Porém, há filmes que nem misturando o plano A com o B. Esta comédia romântica padece de um argumento displicente e previsível, que não capitaliza nos atraentes protagonistas (Jennifer Lopez e Alex O’Laughlin) e consegue ser tão irritante quanto uma grávida.
A mais bem paga estrela latina de Hollywood de sempre está, fisicamente, como nos lembramos dela há cinco anos atrás (Uma Sogra do Pior, 2005), pelo menos antes de colocar a prótese abdominal. O’Loughlin, que depois do cancelamento, após uma temporada, da série Moonlight (2007/8), ganhou peso (Whiteout, 2009), está de volta à sua melhor forma. O australiano, que começou a ser notado precisamente em 2005, pelos filmes Man-Thing e Feed, tem aqui o seu primeiro papel principal. Agarra-o com candura e segurança, e o casal funciona bem. É pena é que nada funcione em seu redor.
A história segue o percurso de uma mulher que desistiu de esperar pelo homem ideal (a actriz tem uns muito bem conservados 40 anos) e, no dia em que se sujeita à inseminação artificial, conhece aquele por quem vai apaixonar-se. Entre peripécias sem frescura ou originalidade (prefere jogar-se pelo seguro), a relação passa pelos altos e baixos da praxe, sem esquecer as discussões, a separação e a reunião final. Os dois actores fazem o seu melhor com o pouco que lhes dão e o filme passa-se, ainda que sem momentos únicos.
Não faltam os secundários de apoio humorístico (se Michaela Watkins é capaz de transformar pão seco em croissant, é evidente a desilusão de Melissa McCarthy com o que lhe deram a mastigar), mas a argumentista Kate Angelo parece ter-se esquecido dos seus contributos para as sitcoms Will & Grace e The Bernie Mac Show (já a sensaborona What About Brian? tem os traços que trouxe a Plano B...ebé). O realizador Alan Poul é outro com um currículo televisivo (Sete Palmos de Terra e Swingtown) e nota-se. A espelhar o que acontece no filme, J.Lo deu à luz gémeos em 2007, do cantor-actor Marc Anthony, mas já admitiu em público ser contra a inseminação in vitro.
The Back-Up Plan 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo
12 Comments:
eu gostei muito do filme, fartei de me rir.
o O’Laughlin tá jeitoso para se lavar os olhinhos e a Jlo ta com um corpo de fazer inveja a qualquer uma.
gostei, gostei mesmo...
quanto aos dois estarem jeitosos, eu referi isso. até o elogiei mais a ele, por estar querido e simpático. ele aguenta a mentira dela e todos os maus humores de grávida e ela é insuportável às vezes.
mas falta humor ao filme. o grupo de ajuda das mães solteiras não tem graça nenhuma, querem expulsá-la porque tem um namorado - deixa de ser solteira por isso??? - e a orientadora pelos vistos está numa relação lésbica com a outra que dá à luz no lago de borracha...
a mim não me ficou uma única piada do filme, se é que ele tem. só se for o preto a dizer que é sacrifício, sacrifício, sacrifício, sacrifício, um milagre, sacrifício, sacrifício, sacrifício, sacrifício, um milagre... e ela ridícula a tentar entrar no taxi com um vestido justíssimo branco.
o cão perneta não foi engraçado, a mãe dela também não teve oportunidade de brilhar, foi tudo muito normal. é um filme que não vale dinheiro de bilhete, é para ver na televisão num domingo à tarde e dizer ah, até é girito.
Afinal, de que é que tu tanto te riste?
P.S. ah e já perguntei a umas mamãs que me desmentiram que as grávidas tenham assim tanto apetite sexual e que tenham mais orgasmos do que o costume por isso.
AH E BEM VINDA AO POST Nº 1000 DO AXASTEOQUÊ?!? :D
eu gostei do cão.
ela não tem mãe, os pais dela morreram quando ela era pequena.
ri-me quando ela espetou com o carro na árvore,quando o filho do preto vem da caixa de areia, com a cena do parto.... (se calhar sou que me ando a rir com pouco)
1000, já? PARABENS:D
ela não tem mãe? então quem é a velha do lar, que se casa perto do final? cá para mim, só o pai é que morreu quando ela era nova...
a cena do parto foi bem feita, mas tão estranha para o tipo de filme que era... se gostas de partos, deves ver o filme que comentei imediatamente antes, o Grace. Tem lá um parto mais impressionante.
Ah, no parto gostei da piada: alguém disse «Já se vê a cabeça» e a jennifer comentou com o namorado: «That's not the baby's hair» :D
a velhota é a avó ela diz isso umas 5 vezes no filme.
gostei daquele pela piada, adorei o ar horrorizado deles.
se calhar na altura ouvi que era a avó, mas agora, ao relembrar o filme, ia naquela de ser a mãe, por causa da diferença de idades.
vias a série moonlight?
pois.
ah, tambem me ri quando ela conta a avo que está gravida...
não, não via
essa piada é tão gasta, de contar alguma coisa só para alguém e todos ouvirem menos ela, estragando o segredo.
podes sacar o moonlight, se gostaste do actor. a série é de vampiros e vê-se bem. não é extraordinária, mas podia perfeitamente ter tido uma segunda season. a greve dos guionistas de 2007 estragou coisas a mais.
Eu fui ver o filme com a Sónia e de vez em quando sabe bem um filme light (por vezes light demais) em que me rio das piadas previsíveis, em que já sei que como vai acabar, em que antevejo o plot twist da gravidez.
Não que eu não ache que não gostes de comédias românticas, mas lembrei-me de ti e pensei "Ele vai detestar."
ah, amigo, que bom ver-te por aqui.
não diria que detestei, é um filme mediano, mas podia ter pelo menos uma única cena original, em vez de tantos clichés.
como pontos positivos, gostei do Alex, gostei da jennifer, gostei do preto pai de família, adorei a boca que a jennifer fez quando a outra croma estava a dar à luz (aquilo não é o cabelo do bebé), gostei da cadeira de bebé de encomenda.
tenho pena é que o alex fosse monga e que o argumento fosse tão serôdio.
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