Ong Bak 2, de Tony Jaa & Panna Rittikrai
Primeiro anunciado como sequela de Ong Bak e depois como prequela, este drama histórico nada tem a ver com a história contemporânea do original, pelo que merecia um título diferente. Encenado na Tailândia ancestral, desenvolve um argumento em constantes avanços e recuos, que mistura um nicho fantasista com pseudo-envolvência Histórica, a tentar assim uma aproximação aos dramas épicos japoneses, que já nos habituaram a visuais majestosos e a aventuras bélicas em ambiente autêntico (O Tigre e o Dragão, de Ang Lee e O Segredo dos Punhais Voadores, de Yimou Zhang).
Ong Bak 2 ia ser a primeira realização de Tony Jaa, o lutador de boxe tailandês revelação de Ong Bak (2003), que maravilhou o mundo artes marciais com as suas acrobacias violentas, para as quais dispensava o apoio de cabos. A inexperiência de Jaa na função, porém, conduziu a um despesismo excessivo e, quando a produtora Sahamongkol cortou o financiamento, Jaa pura e simplesmente desapareceu durante dois meses. Esse stunt fez igualmente secar o financiamento dos irmãos Weinstein e o projecto interrompido ficou ameaçado de incomplitude. Foi necessária a intervenção de Panna Rittikrai, coreógrafo de luta e argumentista de Ong Bak 2, vir co-assinar a realização, para assegurar-lhe um porto seguro. Ainda assim, o filme navegou sobre mais dificuldades financeiras e, para além das concessões em termos de distribuição menos vantajosa, ainda a montagem do filme teve de encolhê-lo para que terminasse num cliffhanger, em resultado da falta de fundos para um desfecho decente.
Se valeu a pena concluir Ong Bak 2? Definitivamente. Não obstante o enredo ser de intricada percepção (os avanços e recuos na trama não ajudam), nota-se esmero e dedicação em todos os momentos. O filme esforça-se por ser visualmente artístico e os combates de artes marciais são impressionantes. Percebe-se onde o dinheiro foi gasto e é agradável não se identificar o desperdício. Confrontam-se diversos estilos de luta e Tony Jaa exibe todas as suas potencialidades. O confronto final, com dezenas de oponentes, é de cortar a respiração. A marca de honra do actor é não usar duplos nem cabos e aqui é repetida a proeza, com uma excepção, a luta em cima de uma manada de elefantes. O próprio explica que os cabos foram usados exclusivamente como precaução contra a imprevisibilidade dos animais e não para o ajudarem nos saltos ou melhorarem a sua performance.
Sucesso de bilheteiras no país de origem, Ong Bak 3 viu luz verde para concluir a trilogia, a qual registou novos atrasos, mas concretizou-se com estreia em Maio de 2010. as opiniões veiculadas até à data não lhe são favoráveis. Mas isso é outro filme.
Ong Bak 2 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
5 Comments:
eu gosto de todos os filmes de tony jaa mais ong back 2 nao foi tão bom porque no final ele ia ser judiado mais eu gostei mesmo assim eu quero ver agora o novo filme dela ong back 3 nao vejo a hora beijoooooooooooooos tony jaa te amooooo muitoooo
tony jaa nao se esqueça que eu te amooooooooooooooooooooooooooooooo
indiscutivelmente ele veio pra ficar , sou um baita fâ dele
Eu amo ele muito mesmo! queria saber se ele é gay ou casado ou se ja teve namoradas!
Eu assisto todos os filmes dele! Tenho fotos em tudo quanto é lugar e sei muita coisa da vida dele!
Vandeléia, como é que você sabe muita coisa da vida dele e não sabe o que é básico, se ele é gay ou teve namoradas? :P
tony jaa não é gay, mas o seu interesse pelas artes marciais chegou quando era muito novo e treinar oito horas de artes marciais por dia não lhe deixa muito tempo para mais nada. ele tem de estar focalizado.
além disso, tornou-se monge num templo budista tailandês, em 2010. não há mulheres nos templos budistas.
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