O Mistério dos Exames Roubados, de Brett Simon
Ao contrário do surpreendente Brick (2005), O Mistério dos Exames Roubados é um policial adolescente que se baloiça constantemente entre a mediania e a mediocridade. A proposta inquina nos três elementos básicos do género: investiga um mistério que não interessa ao menino Jesus, todos os personagens nos são indiferentes e o culpado é o primeiro suspeito até do espectador mais desatento. Nesta previsibilidade desoladora, a intriga limita-se a cirandar em redor do óbvio, dispersando-se pelos alunos de um liceu católico de arquitectura austera, sem que o guião perca tempo em dar a conhecer um deles que seja, protagonista incluído.
Um aluno do segundo ano, com aspirações a jornalista, investiga o roubo dos exames de aferição à Universidade, comportando-se como um detective de film noir. Narrado na primeira pessoa, como nos livros de bolso de Raymond Chandler, o filme acompanha os passos desse inadaptado de gabardina na prossecução da verdade, da femme fatale e da esterilidade narrativa. A desperdiçar todas as oportunidades de ser interessante, o filme integra no elenco um Bruce Willis em piloto automático e uma Mischa Barton com uma cena soft em banheira. Reece Thompson, o herói, é empenhado e simpático, a dar uns ares ao Tom Cruise dos tempos de Negócio Arriscado (1983), mas não chega para compensar tanto engonhanço.
The Assassination Of A High School President 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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