Deixa Chover, de Agnés Jaoui
O primeiro filme de Agnés Jaoui data de 2001, foi corrido a Césares e ainda a uma nomeação para Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Intitulava-se O Gosto Dos Outros. Deixa Chover é o seu terceiro, uma vez mais com argumento do marido (Jean-Pierre Bacri) e protagonizado por ambos.
Intimista e pouco ambicioso, Deixa Chover funciona como uma descomprometida análise à diversidade social, através da dança de personagens em ambiente rústico. Uma escritora feminista que concorre a uma posição política é filmada por um aspirante a documentarista e o seu mentor, os dois a trabalharem «de dia» no hotel local. Na bagagem, o segundo traz a relação secreta com a irmã da entrevistada e o primeiro ressentimentos antigos, por a sua mãe ter sido toda a vida criada da família burguesa da escritora.
Com o título a ser extraído de uma canção de Georges Brassen, Deixa Chover é uma história mundana não se esforça muito. Vê-se com simpatia, devido ao seu ritmo bem estruturado e à ligeireza com que aborda o entrelaçamento de relações, mas falta-lhe naturalidade e situações realmente divertidas ou interessantes.
Parlez Moi De La Pluie 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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