Alice No País das Maravilhas, de Tim Burton
Alice No País das Maravilhas é o mais recente prego no caixão de Tim Burton, realizador de qualidade intermitente que, ao longo do novo milénio, falhou a marca do entretenimento genuíno em todos os seus filmes, à excepção da adorável mas requentada fantasia O Grande Peixe (2003). A criatividade ficou de fora de Planeta dos Macacos (2001), Charlie E A Fábrica De Chocolate (2005) A Noiva Cadáver (2005) e Sweeney Todd (2007). Serem películas de claro pendor comercial não explica a sua pobreza, porque A Lenda Do Cavaleiro Sem Cabeça (1999) foi uma imposição do estúdio que resultou plenamente. Talvez Burton precise que duvidem das suas capacidades para empenhar-se. Foi o que aconteceu nesse caso e no de Batman (1989).
Alice No País das Maravilhas é uma produção da Disney, com argumento de Linda Woolverton (A Bela E O Monstro, 1991 e O Rei Leão, 1995), que prolonga as narrativas de Lewis Carroll, com a pequena Alice treze anos mais velha. Inconformista em tempos vitorianos, Alice é coagida ao casamento de conveniência como única solução para a sua orfandade. Antes de comprometer-se, segue o coelho branco pela toca e vai dar ao país dos seus pesadelos de infância, anda de maço para cabaço, salva o dia e regressa à realidade, para um final apressado e muito mal embrulhado. Ultra-feminismo à pressão? Intragável.
Desilusão, em todas as dimensões, até na terceira. Aproveitando a moda criada pelo êxito de Avatar, Alice no País das Maravilhas afirma-se filme 3D, mas foi inteiramente filmado com câmaras convencionais, com a tridimensionalidade a ser-lhe sobreposta em pós produção, de forma pindérica e ocasional. A banda sonora é de Danny Elfman, aqui mais em casa do que no contemporâneo O Lobisomem (2010), onde plagia de ponta a ponta o Drácula de Wojciek Kilar.
Quanto ao elenco, para além das vozes de Alan Rickman (centopeia), Stephen Fry (desajustado para o Cheschire Cat), Martin Sheen (coelho branco) e de Christopher Lee (Jabberwocky), os rostos de Mia Wasikowska (não tem nada de Alice), Helena Bonham-Carter (fantástica rainha cabeçuda) e Anne Hathaway (de cabelos brancos e sobrancelhas pretas, mais parece um travesti). Johnny Depp faz de si próprio, independentemente do chapéu que usa, neste filme mecânico, simplório e pouco imaginativo. As Maravilhas deviam estar esgotadas.
Alice In Wonderland 2010
O Evangelho Segundo Cinéfilo
8 Comments:
eu andei tão entusiasmada com este filme, mas sabes uma coisa? ainda não vi, e este não tem desculpa.
Vou ver e depois volto para comentar:)
ps. este comentário foi só para o teu blog não fazer queixa de mim por abandono.
andava muita gente tão excitada como tu e ainda não ouvi nenhuma delas dizer que gostou.
o filme é muito mau.
PS Um comentário só não chega, quero mais :P
não digas isso se não nem o vejo.
ps. prometo arranjar mais tempo para comentar:)
O filme em si . . não tem piada nenhuma, nem o Johnny Depp lhe conseguiu dar encanto =/
Ritiiiinha, que bom ver aqui um comentário teu <3 <3 <3
espero que venham mais :)
pois, o depp parece um palhaço e a diástema dele nota-se imenso.
eu asisti e gostey , a única coisa ruim foi q no cinema tinham pessoas idiotas q ñ paravam de rir, pois o filme quase ñ tem cenas engraçadas !!
mas ñ acho q seja necessario tantas criticas !!
também não compreendo pessoas a rirem-se no filme, eu teria optado por chorar ...
o filme não tem uma heroína merecedora deadmiração (ela anda à nora durante o filme inteiro e mesmo o facto de ter sido a campeã da rainha branca foi uma imposição e não uma decisão dela; vencer o jabberwocky sem treino de espada ou luta foi um facilitismo típico de uma história da carochinha) e o final em que muda radicalmente e se transforma numa mulher com personalidade, carácter e determinação é o completo emplastro.
tirando a catita rainha vermelha, o filme não tem mais nada que seja imaginativo.
voce e um antiburtoniano muito chato, sabia? tim burton e um dos maiores diretores da atualidade. e que se danem os criticos o publico e quem manda!
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