Não Há Crimes Perfeitos, de James DeMonaco
Staten Island, a um rio Hudson de distância de Manhattan, é uma cidade dormitório de Nova Iorque, conhecida por abrigar maior número de mafiosos por metro quadrado que a Sicília, é palco de três curtas metragens que se interligam e completam. Um gangster que quer tornar-se o único padrinho da zona, um desentupidor que quer melhor sorte para o seu filho e um talheiro surdo-mudo que não sabe o que fazer com o dinheiro que ganhou nas corridas. Vincent D’Onofrio, Ethan Hawke e Vincent Cassel protagonizam cada segmento, mas a única questão que se coloca é: o que viram eles no guião que possa ter ficado de fora do resultado final?
Primeira longa metragem de um dos guionistas de Negociador (1998), Assalto à 13ª Esquadra (2005) e Skinwalkers (2006), com um final que imita Copland (1997), que por sua vez já plagiava todos os velhos westerns desde OK Corral. Nenhuma das histórias funciona sozinha e a terceira, que tem por missão embrulhar o conjunto, é tão previsível que afoga toda a boa vontade.
Staten Island 2009
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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