9, de Shane Acker
9 é um filme que começa fofo, mas nunca mais se endireita. Os primeiros minutos são decisivos para gostar da figurinha de 9, um pequeno robô com corpo de serapilheira e extremidades metálicas; na frente tem um fecho éclair e nas costas o número que irá identificá-lo. Assistimos ao nascimento deste pequeno ser dotado de inteligência artificial como quem abre um presente e vê de lá sair um boneco que mexe sozinho. Depois ele sai à rua.
No advento da guerra entre humanos e máquinas, sobrevivem nove criaturas sentientes e humanóides, que têm de enfrentar um robô gigante chamado Cérebro e o seu exército de geringonças assassinas. Lá para o final percebemos finalmente porque é que o Cérebro, cujo inimigo deveria ser o ser humano, insiste em perseguir e destruir os minúsculos nove, que também são máquinas, mas não convence realmente. Os momentos de perigo e combate são interessantes, mas os mais parados são aborrecidos. E o pendão maniqueísta infantiliza o público. Apesar de tudo, o filme incorpora elementos de terror e algumas sequências de acção de tirar o fôlego, mantém a história de amor ao nível dos bonecos de trapos e oferece a oportunidade de apreciar uma animação gerada por computador de excelente qualidade, por 1/9 do que custou Avatar.
9 começou por ser uma curta-metragem, nomeada aos Oscares de 2005, que agradou a Tim Burton e Timur Bekmanbetov, que decidiram produzir uma versão longa, com o mesmo realizador ao leme, Shane Acker. As vozes são de Elijah Wood, John C. Reilly, Jennifer Glover, Martin Landau e Christopher Plummer.
9 2009
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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