500 Dias Com Summer, de Marc Webb
500 Dias Com Summer tenta ser uma comédia romântica, mas limita-se a tamborilar no tema do desgosto amoroso, esquecendo que comédia é humor e romance é paixão. História de «rapaz conhece rapariga mas esta não quer nada sério», dá-nos um protagonista que se ilude a cada passo e chafurda em comiseração quando a realidade o atinge. Nesse sentido, o filme pode considerar-se um aviso à navegação a todos os sonhadores incautos e inexperientes. Mas fá-lo da forma mais aborrecida possível.
500 Dias Com Summer assenta num único artifício para fazer passar banalidades. 500 dias com Summer (é o nome dela) na cabeça (e não propriamente 500 dias de relação) utiliza um contador para fazer o enredo progredir e regredir no tempo, para combinar situações promissoras com desilusões, mas dá tanto tempo de antena aos desgostos que faz equivaler o fracasso da relação à frustração do filme.
Primeira longa metragem do realizador de telediscos Marc Webb, com Joseph Gordon Levitt e Zooey Deschanel no elenco. A cena mais interessante divide verticalmente o ecrã para desfiar a dicotomia realidade/expectativa de um encontro. Espelha também a sensação que o filme deixa.
(500) Days Of Summer 2009
O Evangelho Segundo Cinéfilo
2 Comments:
Acho que o erro está em rotulá-lo como comédia romântica que não é. Uma mistura de vários géneros, uma celebração da vida, muito mais importante que o amor. Amor esse que, apesar de ser o mote para o filme, não é ele o mais importante. Em (500) Days of Summer, satirizamo-nos a nós próprios - eternos sonhadores, brinca-se com os clichés, vive-se a cultura pop contemporânea.
o erro está em vê-lo.
o filme celebra o mundano da forma mais mundana que há. não tem sátira, tem tédio. não tem cultura pop, tem ringo star.
eu sei o que é um desgosto amoroso. se querem contar-me o desgosto de outra pessoa, têm de escolher o de alguém que seja minimamente interessante. não foi o caso. banal e secante.
o artifício de andar para a frente e para trás no tempo serviu apenas para o Tom entrar no elevador feliz e sair chateado. nada mais.
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