Marido Por Acidente, de Griffin Dunne
Uma Thurman continua decidida a casar-se. Bill não achou piada e mandou enchê-la de chumbo em pleno altar (o que a fez querer Matar Bill, 2003) e a psicóloga de Terapia do Amor (2005) também não morreu de amores por ela e o seu filho terem um romance, mas agora que tudo parecia bem encaminhado e se preparava para dar o nó, no Registo Civil indicam-lhe que... já estava casada.
Marido Por Acidente é um título desajustado (não há qualquer acidente, mais correcto seria Marido Inesperado), mas esta comédia romântica é oleada sem esforço e resulta simpática, no modo discreto como consegue evitar vilões. É possível gostar de todas as personagens e soltar um ou dois suspiros. O amor surge a despropósito, entre duas pessoas que não deviam estar predispostas a tal, mas é mesmo assim, para quê ser exigente. Os aparentemente predestinados também não estavam muito convictos.
Uma Thurman começou como patinho feio (era a irmã feia de Kim Basinger em Desejos Finais, 1992), mas Be Cool (2005) estabeleceu-a como um apetecível biquini quarentão e Tarantino fez dela uma máquina de guerra (Kill Bill 2003-2004). Colin Firth é o eterno aristocrata murcho, nunca passando da incógnita a razão por que é considerado galã, nem mesmo em novo, quando Milos Forman o convidou para ser Valmont (1989), na sua versão das Ligações Perigosas. Jeffrey Dean Morgan é que tem sido uma agradável surpresa desde que, em 2006, Shonda Rhimes decidiu esticar-lhe o que era suposto ser um modesto papel de paciente na série Anatomia de Grey. O sorriso caloroso tem sido o seu mais cativante atributo, sendo prova disso a recepção mais fria a Watchmen – Os Guardiões (2009).
Griffin Dunne, o realizador, não é nenhum novato nestas lides. Como actor, deixou a sua marca em inúmeros filmes, desde Um Lobisomem Americano em Londres (1981) a Nova Iorque Fora de Horas (1995); atrás das câmaras, será mais conhecido por Viciados no Amor (1997) e Magia e Sedução (1998).
Accidental Husband 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
9 Comments:
É um filme simpático, com alguns pontos de bom humor, mas nada de muito relevante.
A Uma Thurman está mais ou menos, num filme em que estão todos aceitáveis sem que ninguém ganhe especial destaque.
Vê-se bem se não se tiver grandes expectativas.
pois, foi o que achei. é engraçado como não há maus da fita, toda a gente é simpática. ela lixou-se o casamento mas a vingança dele é tão levezinha que se apaixonam, o noivo fica lixado mas dá-a de mão beijada ao bombeiro, o pai parece um mulherengo mas afinal namora uma cinquentona há um ano e a adolescente é filha da namorada, etc.
é demasiado basico, chegando mesmo a ser aborrecido. é muito light
é light, mas simpático. só me aborreceu naquela fase da engonhice, depois de se separarem e ela dizer parvoíces no programa de rádio, antes da cena na igreja.
sim, essa parte é chata.
a unica parte engraçada é a do elevador, tirando isso...
a cena do elevador achei forçada. era óbvio que o elevador de um prédio daqueles tinha câmaras e com o alarme...
sim, ta bem, ainda assim teve alguma piada. tirando isso o filme é todo demasiado certinho para ter alguma graça.
é bem disposto. não desgostei, mas é mediano.
eu não gostei, é chato.
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