Gamer, de Mark Neveldine e Brian Taylor
Escrito e realizado pela dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, a dupla que se estreou em 2006 com Crank (que este ano ganha uma sequela, Crank: High Voltage), Gamer começa como um banho de adrenalina, o qual se dilui na inconsequência da história. Apresenta um conceito gráfico inesperado e original, mas que se torna rapidamente cansativo e exasperante. Nem tudo é repreensível em Gamer, porém. Se a concretização é atabalhoada e demasiado superficial, devido a uma exposição próxima da alucinação (autêntico sonho húmido de um adolescente viciado em shoot’em ups), a degradação e o grotesco intencional do futuro tem algo de actual e niilista.
No futuro, os jogos por computador deixarão de ter objectos virtuais, mas humanos. Quem tem dinheiro paga para comandar e quem não tem é pago para ser comandado. Há um jogo de interacção social chamado Society (uma espécie de Sims mais libertino) e outro de mercenários, Slayers. Neste último, condenados à pena capital aceitam ser peões em missões militares, controlados à distância por jogadores, e de cujo desempenho depende a sua vida ou morte. Se um peão conseguir sobreviver a trinta missões, obtém um perdão. A Kable faltam apenas três jogos para a liberdade. Conseguirá chegar ao exterior?
A realização optou por uma direcção de fotografia de videojogo, mas entusiasmou-se tanto com a abordagem que a manteve nas cenas passadas fora do jogo, o que é atrofiante e ingrato para o espectador, devido à montagem confusa e à predilecção por close-ups e poupança de luz.
Jason Statham não entra no filme, mas a ideia de que o jogador tem de sobreviver a 30 jogos antes de ser libertado parece ir beber a Corrida Mortal (2008), onde era mais coerente a quantidade de cinco vitórias. Gerard Butler é o herói do momento, e desde 300 (2006) que não exercitava tanto os braços (em ABC da Sedução, 2009, até parece balofo). Michael C. Hall é o vilão, explorando abertamente a maldade que Dexter (série) traz engarrafada, e Milo Ventimiglia (Heroes, série) faz um cameo, ele que protagonizara para os realizadores o seu filme anterior, Patologia (2008). Amber Valetta, Alison Lohman e Kyra Sedgewick são as actrizes de serviço e a quota afro-americana é representada por Ludacris e Terry Crews.
Gamer 2009
O Evangelho Segundo Cinéfilo
10 Comments:
ou seja, aquela ideia de que o filme parecia muito bom foi-se?
ficaste com a impressão errada. ao fim de meia-hora, estava tão enforcado que demorei uma semana a voltar a pegar nele. só ontem é que o vi até ao fim (desde o início) e a minha opinião não mudou.
talvez tenha piorado.
humm, pois...
Então vai ficar em lista de espera.
ja viste o "Para a minha irmã"?
Ainda não o consegui em condições. há um telefilme de 2002 com o mesmo título, também americano. não sei se é a mesma história.
o gamer é muito mau.
os que eu vi na net a qualidade era mesmo muito má.
o gamer pareceu-me um jogo para pc, pela qualidade de imagem. mesmo no trailer isso nota-se.
sim, parece mesmo imagem de videojogo, e os 90 minutos. é muito irritante.
imagino que sim.
tenho tanta coisa pra ver, vou deixar este de lado.
vê o A perfect getaway, está impecável.
eu ja li a tua critica, fiquei curiosa, acho k vou ver.
olha, o fame original é alta seca, estava a ver que aquilo não tinha fim. este ultimo é bem melhor.
visitem então o site www.rmfilmsco2.blogspot, intalem o e-mule ou dreamule e tenham em primeira mão os filmes avant premier holliwoodiano antes do cinema......eh 10
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