Blood: The Last Vampire , de Chris Nahon
A saga da Última Vampira iniciou-se em 2000 com um filme de animé de Hiroyuki Kitakubo, ao qual se seguiu um volume único de manga em 2002, três adaptações em literatura de cordel, um videojogo e uma série de animé de 50 episódios, Blood+. Chega agora a versão que faltava, com actores de carne e osso.
Saya é uma vampira que mata vampiros há 400 anos, actualmente a coberto de uma organização secreta do governo norte-americano, que a financia, lhe indica os alvos e limpa as provas no fim da festa. A história ia passar-se em 1948 mas transitou para os anos 70, o período do animé, alteração que se revela inconsequente . Saya tem sede de sangue de garrafa e das veias de Onegin, o pior dos demónios que, segundo um flashback pouco esclarecedor, lhe terá assassinado a família e o namorado, motivando-a para a vingança. Depois do massacre num bairro japonês e da luta contra um demónio alado que lembra Underworld Evolution (2006), está aberto o terreno para o confronto final, que está longe de encher as medidas.
Blood: O Último Vampiro é uma fita wushu de baixo orçamento e argumento lamentável, que vale unicamente pelos dois combates coreografados por Corey Yuen (Correio de Risco, 2002, e DOA – Dead or Alive, 2006), um deles com a vampira titular a despachar dezenas de vampiros plebeus e a outra sem a sua participação, em que o mestre dela não se faz rogado contra dezenas de ninjas.
Inicialmente pensado para ter Ronny Yu (Freddy vs Jason, 2003) atrás das câmaras, o lugar foi substituído por Chris Nahon (O Beijo do Dragão, 2001, e O Império dos Lobos, 2005) quando a co-produtora francesa Pathé se juntou. Gianna Jun é o nome que Jun Ji-hyun escolheu para a sua estreia em língua inglesa, ela que na Coreia do Sul natal entrou em diversos filmes, entre os quais aquele que teve como remake A Casa do Lago (2006, com Sandra Bullock no seu papel). A segunda personagem com mais tempo de antena, uma jovem americana de nome Alice (Allison Miller) não tem o menor relevo ou objectivo para o enredo, servindo claramente para que o brilho asiático fosse partilhado com uma cara com que o público ocidental se relacionasse mais. Os actores secundários praticam um desnecessário overacting e o sangue gerado por computador é tão mau que parece feito de espessas gotas de mercúrio.
Blood The Last Vampire 2009
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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