Mamute, de Tim Cox
Filme do canal temático por cabo norte-americano SciFi, Mamute é uma amostra típica das suas propostas de preenchimento de programação. Sem valores de produção credíveis, realizadores tarefeiros, argumentistas autistas, efeitos especiais de garagem e actores da casa, é tudo mistura de pacote que nem sequer vai ao forno.
O elenco é o factor mais aceitável deste telefilme entediante, com os actores a abraçarem o ridículo das suas prestações com boa vontade e desportivismo. Vincent Ventresca é o cientista de serviço (já tinha sido o Homem Invisível para uma série do canal), Summer Glau é a filha voluntariosa (pós Firefly/Serenity e pré Crónicas de Sarah Connor), Leila Arcieri é a agente do MiB (pós Sun of a Beach) e Tom Skerritt é o pai do cientista (pós Alien, Pickett Fences e Irmãos e Irmãs).
Um meteorito cai num museu do Luisiana e dá vida a um mamute do Período Pleistoceno, que começa a fazer estragos. O Sheriff chama o governo e o MiB dispõe-se a destruir a cidade para conter o problema. A família do paleontologista local tem uma solução mais pacífica. Para um bicho enorme que aparece e some conforme as conveniências do guião, menciona-se uma cena que suplanta as restantes em estupidez: num vasto descampado do recinto de uma estação de serviço, o mamute consegue surgir de surpresa (apesar da extensão a percorrer e de não se mover depressa, com passos que atroam como tambores) e fazer uma vítima entre os protagonistas, que morde desajeitadamente um saco de sangue falso enquanto é levantado no ar, em câmara lenta. Além da cena ser mal confeccionada, assassinar esse personagem não cumpriu o menor propósito.
Mammoth 2006
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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