
Mais mergulhada no universo Anime do que Marvel, e não só por ser filmada em Hong Kong, a trama imaginada por David Bourla é intrigante, mas trazer ordem ao caos é sempre tarefa difícil, especialmente quando o filme se esforça por não clarificá-la antes do tempo. Esotérica e confusa, Push é uma aventura sci-fi próxima da série
Heroes e da saga
X Men, com uma sopa de super-heróis com sabores a mais para um só filme, mas que se desenvencilha de maneira razoavelmente satisfatória das suas próprias grilhetas.

Há pessoas com poderes especiais. Podem ser telepatas, clarividentes ou telequinéticos, trabalhando para agências governamentais, organizações clandestinas ou simplesmente em proveito próprio. Neste ambiente de espionagem, restam ainda aqueles que tentam fugir ao seu destino, mas não podem evitar a força de uma profecia. A menina que viria pedir ajuda, ostentando uma flor, chegou, e Nick terá de ajudá-la, como prometeu ao seu pai que faria, dez anos antes.

O realizador Paul McGuigan (
Há Dias de Azar e
O Apartamento) e o director de fotografia Peter Sova revelam eficiência e originalidade na abordagem aos locais de filmagens, dispensando o recurso a cenários digitais. A maior arma do filme é não parar para respirar, imprimindo um ritmo quase auto-destrutivo, que por isso mesmo é simultaneamente uma qualidade e um defeito. Essa ânsia desesperada dá a sensação de que a história foi sendo escrita conforme era filmada.
Push é um objecto de difícil deglutição, híbrido de
thriller low tech e fantasia de super-heróis, uma espécie de pós-
Matrix em crise de identidade. Visualmente cativante, debate-se com uma história incoerente mas interessante, ao mesmo tempo superficial e complicadíssima.

Chris Evans parece mais saído do filme
London do que do
Quarteto Fantástico, mas é capaz de manter a dignidade ao emparceirar com a ainda desengonçada
starlet Dakota Fanning e enfrentar o sempre composto Djimon Hounsou. Camilla Belle é que já tornou claro só ter talento para o sonambulismo.
Push 2009
2 Comments:
Eis um filme que me surpreendeu bastante pela positiva. Não é perfeito, mas original e bem concebido. 4/5*
sim. não é fácil ser original com tanta misturaça de super-heróis e vilões, poderes marados e algus anedóticos. detestava cheirar escovas dos dentes como modo de vida...
visualmente o filme triunfa e não lhe falta ritmo. a parte final, em que cada um cumpre uma parte do plano para não serem apanhados é engraçada.
podia haver artes marciais.não era preciso puxar à onda matrix, mas as artes marciais são milenares e as comparações com matrix já existiam. e não se livra a comparações com a série heroes e com os filmes dos x men.
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