Domingo, Junho 14, 2009

Powder Blue, de Timothy Linh Bui

Um punhado de pequenas histórias tristes e amorfas que se intersectam nas mesmas ruas degradadas de Los Angeles, com diversos actores a desunharem-se por instilar vida ao vazio de personagens que agonizam por chamar a atenção. Uma stripper com um filho em coma, um ex-presidiário que quer apresentar-se à filha que nunca conheceu e um suicida que precisa que apertem o gatilho por ele, à volta dos quais gravitam um travesti, um jovem agente funerário e um gerente de stripclub que não passa de um figurante interpretado por Patrick Swayze (ainda mais secundário, o irmão de Swayze como segurança do club).

Jessica Biel é a stripper e o filme esforçou-se por capitalizar no seu corpo, despido pela primeira vez no celulóide. É indesmentível que a jovem tem um corpo esculpido por Jason Walsh, mas as coreografias de palco, a música ambiente e a câmara de Timothy Linh Bui chegam aos limites da desconsideração. Num filme incapaz de transmitir o menor sentimento de empatia pelos personagens e pela sua sina, nem mesmo o plano voyeur é satisfatório.

A queimarem tempo andam Forest Whitaker e Ray Liotta, com Lisa Kudrow e Kris Kristopherson a dispensarem alguns minutos do seu dia a Timothy Linh Bui, que escreveu sem grande apego o guião que depois desastrosamente dirigiu. Filme de ensemble que não encontra uma única razão para ter sido concretizado.

Powder Blue 2009

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