Nothing But The Truth, de Rod Lurie
Uma questão de princípios. Liberdade de imprensa ou dever de revelar as fontes? Rod Lurie, um crítico de cinema feito realizador e activista político, teve um início de carreira promissor, com Deterrance (1999) e O Jogo do Poder (2000), mas o flop de O Último Castelo (2001) lançou-o numa penitência televisiva (Na Linha de Fogo e Senhora Presidente). Regressou com o singelo O Renascer do Campeão em 2007 e no ano seguinte com Nada Para Além da Verdade. Como sempre, alia o esforço da escrita ao da realização e o resultado é interessante, mas não mais do que isso.
Kate Beckinsale é uma jornalista presa por não revelar a fonte de uma notícia que envolve a identidade de um operacional da CIA. A história rabia à volta da legitimidade de um jornalista quem lhe deu a informação face a uma questão de Segurança Nacional, e as consequências dessa atitude para os diversos envolvidos, nomeadamente a sua família e a da agente. É um pouco de filme de tribunal e de discurso de púlpito, mas torna-se exasperante o facto de acontecer tão pouca coisa. Os actores esforçam-se por preencher o tempo e a qualidade da fotografia não desmerece, mas o filme eventualmente desmorona no vazio.
Nothing But The Truth 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
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