The Horsemen, de Jonas Åkerlund
Thriller sem energia, vitalidade nem originalidade, The Horsemen é tão previsível que permite adivinhar quem são os Cavaleiros do título antes que os detectives o descubram e, quando se sabe a idade do segundo assassino, é óbvio quem será o líder. História de serial killers com um twist patético, poderia ter ganho alguns pontos se tivesse investido mais na mensagem veiculada no final, tornando-a minimamente relevante; para isso, deveriam ter sido trabalhados com um psicólogo os diálogos do protagonista (Dennis Quaid) com o filho adolescente (Lou Taylor Pucci) e com a jovem homicida (Ziyi Zhang), e também a execrável conversa entre os irmãos homossexual (Patrick Fugit) e homofóbico (Eric Balfour). Para um filme que dificilmente chega à marca dos 80 minutos, não era pedir muito. Além disso, há uma terapeuta que chega a ser suspeita durante alguns segundos e que poderia, se bem trabalhada, ter fornecido algum significado a tão imprestável guião.
Cumpre resumir o inenarrável: um detective da polícia depara-se com um caso de homicídio em que as vítimas são suspensas de geringonças com ganchos de pesca industrial. Uma frase escrita a sangue condu-lo a um trecho da Bíblia e à convicção de que está perante um serial killer que produzirá mais vítimas. O detective perdeu a mulher há três anos e ainda não é capaz de gerir a sua vida pessoal, desapontando continuamente os dois filhos menores. Como o caso não progride, a assassina entrega-se. Demasiado cedo para quem viu Se7en (1995). Haverá mais? Sim, e é fácil adivinhar o quê.
Jonas Åkerlund é realizador de videoclips (Metallica, Madonna, Blink 1982, The Prodigy, U2) com um único filme em carteira (Spun, 2002). Se queria estabelecer-se na 7ª Arte, The Horsemen só provou que é incapaz de descolar. Desbaratou actores numa história batida e desinspirada, à qual se viu incapaz de insuflar a menor vida ou riqueza. Conceptualmente banal, nem a banda sonora do Oscarizado Jan A.P. Kaczmarek, por alguma razão a plagiar o tema principal composto por Howard Shore para Crash (1997), escapa à banalidade.
Entre os pontos mal geridos está a própria natureza dos cavaleiros: completadas as suas missões, deveriam entregar-se, suicidar-se, manter-se na sombra ou era à escolha do freguês? Para além de carregarem, individualmente, equipamento pesado e espaçoso para locais dentro da cidade sem serem vistos, aparentemente é fácil e não doloroso para alguém sozinho e sem experiência suspender-se numa trempe a três metros do solo, preso por ganchos enfiados nas costas; para além de, a imagem não ser excepcionalmente marcante, do ponto de vista da lógica de montagem a exibição é absurda. E isso sem falar no facto de Ziyi Zhang conseguir ver através de um vidro espelhado numa sala de interrogatório, ao ponto de saber quem e quando alguém entra na sala do outro lado (o melhor é ignorar, porque o ar de chinesa e os cabelos pretos e compridos não fazem dela uma entidade fantasmagórica).
The Horsemen 2009
O Evangelho Segundo Cinéfilo
3 Comments:
Já tinha ouvido relativamente bem deste filme, no entanto, fizeste dissecação rigorosa da pouca qualidade do mesmo. É pena, desce na minha lista de prioridades...
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o filme é péssimo. e não fiz referência a uma cena em que dennis quaid cai na cama, exausto, em câmara lenta, filmado de várias posições, e que em nada adianta para a história. em vez de se preocupar com a história, o realizador preocupa-se em atirar deniis quaid para a cama em câmara lenta? é incompetência da grossa ...
Péssimo é favor o filme é mesmo mau! Já á muito que não via um filme tão mau tipo cenas a csi e á Código Da Vincique por sinal também é muito mau mas enfim! Não sei porque se dão ao trabalho de fazer estes filmes tão maus!
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