
Bryan Greenberg, entre o papel secundário em
Prime (2005) e o secundaríssimo em
Noivas em Guerra (2009), conseguiu protagonizar esta comédia negra, escrita, produzida e realizada por Randall Miller (
Duelo de Castas, 2008), sobre o rapto do filho de um laureado ao Prémio Nobel e subsequente resgate. Alan Rickman e Mary Steenburgen asseguram os papéis de pais, demarcando aquilo em que melhor se caracterizam, ele pela arrogância e ela pela perseverança, mas quem nos irá ficar na retira é Eliza Dushku e as nádegas mais firmes de que há memória.

Reconhece-se algum mérito às peripécias mais ou menos bem engendradas (com exclusão da cena do mini telecomandado no centro comercial), mas o problema de Filho do Nobel é o seu ritmo histriónico e a montagem espasmódica. Convencido da dificuldade de vender um guião tão híbrido, o realizador optou pela irresponsabilidade assumida, quando a história poderia ter funcionado melhor em tom de
thriller, ao qual traça tangentes. Algumas cenas perdem credibilidade pela leveza do tratamento, quando frieza e calculismo as teria servido bem.

A escolha de Paul Oakenfold para compositor foi lastimosa, porque poucas são as cenas que pediam música de discoteca e Oakenfold não produz outra coisa. Em suma, muitas das opções do filme foram erradas.
0 Comments:
Enviar um comentário
Links to this post:
Criar uma hiperligação
<< Home