Shutter, de Masayuki Ochiai
Remake americano do filme tailandês homónimo de 2004, mais uma história de fantasmas com um pressuposto tão risível como avisos de morte em cassetes de vídeo, telemóveis e electrodomésticos avulsos. Desta vez, o fantasma toma forma em fotografias, mas o artifício é traído quando se materializa fora desse espartilho.
Com os japoneses Taka Ishise a produzir (o mesmo de Ringu e Ju-On) e Masayuki Ochiai, a realizar (Infection), a acção é transplantada para o Japão, a par do que ocorreu com Ju-On, para onde se muda um casal americano. O fio condutor é fiel ao do original, sendo apenas de cosmética as alterações mais óbvias. Admissivelmente, os eventos traumáticos que justificam a vingança penada são mais coerentes. Há também um remake indiano, Sivi (2007).
Rachael Taylor começa a florir. Em Transformers era demasiado pimpona e em Bottle Shock demasiado pita, mas em Shutter deixa evidenciar talento e beleza (recusou participar em Transformers 2 porque, cito, «é uma coisa que já fiz»). Joshua Jackson preferiu dar provas contrárias, tornando evidente que não leu o guião nem sabe o que é esperado do seu personagem. Megumi Okina, a actriz que no Ju-On original era perseguida pela fantasma é agora a má da fita. James Kyson Lee (o amigo do Hiro Nakamura da série Heroes), Espécie de Lost in Translation com fantasmas, Shutter tem uma excelente direcção de fotografia e pode até revelar-se instrumental para o turismo nipónico. A banda sonora de Nathan Barr também contribui, ele que já compôs para o turismo da Europa de Leste em Hostel e Hostel 2 e para o turismo rural americano em A Cabana do Medo, todos de Eli Roth.
O título Shutter («objectiva») refere-se à captura de imagens de fantasmas em fotografia («spirit photography»), e são as pistas encontradas em fotografias onde o espírito se manifesta que conduzem a investigação.


O Evangelho Segundo Cinéfilo
1 Comments:
E é melhor o americano ou o tailandês?
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