Quarta-feira, Abril 22, 2009

Pride And Glory, de Gavin O’Connor

O tema é a lealdade entre polícias, vistos de dentro como uma família que se protege contra o exterior. Mas até que ponto deverão os polícias honestos ser arrastados na lama pelos maus elementos? Onde se estabelece o limite? Até onde é que se devem branquear as acções desonestas em prol da aparência de legalidade? Estas são questões que se colocam em Pride and Glory, escrito pelo realizador Gavin O’Connor e revisto por Joe Carnahan (também ele realizador e cujo filme-sensação de 2002, Narc, cruzava caminhos próximos). Pride and Glory esteve para ser produzido em 2001 com Hugh Jackman e Mark Whalberg, mas o 11 de Setembro inviabilizou uma história de corrupção no corpo policial nova iorquino. Filmado em 2006, o filme foi deixado na prateleira pela New Line, que viria a ser comprada pela Warner Bros em 2008, permitindo assim a sua distribuição.

Colin Farrell e Edward Norton são os cabeças de cartaz, com John Voigt como patriarca (Nick Nolt teve de desistir do papel por causa de uma lesão no joelho), numa história simples e melancólica que insiste em morder a própria cauda. Sem originalidade ou um tratamento de especial sensibilidade, fica um conto que pedia outro foco e concentração, para não se perder no aglomerado de filmes anónimos do género.

Pride And Glory 2008

2 Comments:

Blogger Filipe Machado said...

Já tinha visto inúmero vezes publicidade deste filme, mas ainda não tinha lido qualquer crítica sobre o mesmo. Obrigado pela orientação.

4/22/2009 11:28 PM  
Blogger Ricardo Lopes Moura said...

o filme promete mais, de início, porque está bem filmado. tem ritmo, tem uma fotografia cuidada, os actores portam-se bem. mas a meio torna-se demasiado previsível e perto do fim tem um corpo a corpo entre Norton e Farrell muito mal ensaiado.

Não quero criticar o norton, mas o filme pedia um actor menos franzino.

viste o narc, do joe carnahan? foi produzido pelo tom cruise, que ficou tão impressionado que quis que ele realizasse a Missão Impossivel 3 (diferenças artísticas inviabilizaram a coisa). eu não achei nada de especial. uma história de good cop/bad cop (corrupto) e um refém.

4/22/2009 11:43 PM  

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