
Um campeão de boxe americano é encarcerado numa prisão russa com a promessa de libertação se defrontar o campeão de luta residente. À recusa inicial vem o treino e a vitória no ringue. Como de costume. Também habitual é a anexação de ingredientes revoltantes para aumentar o ódio aos vilões, que pela sua vulgaridade transformam um argumento simples em simplório.

Michael Jai White interpreta o papel que no original pertenceu a Ving Rhames, o que não faz muito sentido, se considerarmos que não é feita a menor referência à história precedente, as lutas aqui são de MMA (e não de boxe) e esse personagem estava longe de reunir favores (já nem falo no facto de White ser bastante mais novo do que Rhames). O adversário russo é interpretado por Scott Adkins, que irá reprisar o papel em
Só Um Será Vencedor 3 (2009) e tem já assegurada a participação em
X Men Origins: Wolverine (2009).

Apesar de não conseguir dar a volta ao texto em termos de nulidade narrativa, a realização musculada de Isaac Florentine é deliciosa. Cinco anos a realizar episódios e telefilmes dos
Power Rangers deram-lhe o traquejo para incorporar as artes marciais de uma força cartoonesca que aproxima os lutadores dos super-heróis. A testosterona rodopia nas coreografias que a câmara faz explodir no ecrã. A diversidade de golpes e de ângulos justifica a atenção, ainda que as interpretações sejam básicas (a presença de Ben Cross não é suficiente para expurgar o estigma) e a duração dos combates pudesse ser esticada.
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