RocknRolla – A Quadrilha, de Guy Ritchie
Guy Ritchie de volta à vida, mas ainda às voltas com o piloto automático. RocknRolla tem os ingredientes e não envergonha o autor (Ritchie escreve e dirige), mas nota-se menos convicção, menos violência e menos inventividade nos monólogos intimidantes. A história tenta ser tão labiríntica como nos seus anteriores filmes de gangsters, mas as pontas andam soltas demasiado tempo, como se não soubesse bem como uni-las. Muito mais sorridente do que negro, Ritchie já informou de que este é o primeiro de uma trilogia mas, por enquanto, a sua obra-prima continua a ser Snatch – Porcos e Diamantes.
Gerard Butler, Tom Wilkinson, Mark Strong e Thandie Newton fazem o que podem para insuflar vida às suas personagens planas, mas é impossível não se ver as falhas de RocknRolla: ritmo sem urgência, histórias que se interligam mais por conveniência do que por lógica e o único indivíduo que se intitula RocknRolla age em total desacordo com a descrição que se faz do termo na abertura. Engole-se bem como entretimento ligeiro, mas está muito longe do pódio.
Rocknrolla 2008
O Evangelho Segundo Cinéfilo
16 Comments:
é um dos meus filmes preferidos este. adorei as cenas, as personagens e os diálogos.
por acaso tenho gostado muito dos filmes do Guy Ritchie. Uma das minhas cenas cinematográficas of all times é precisamente do Snatch - Porcos e Diamantes, na qual Vinnie Jones ("Bullet Tooth" Tony) humilha os dois assaltantes ao fazê-los perceber que estavam a tentar intimidá-lo com uma imitação de arma ....é simplesmente hilária a cena.
achei este rockn'rolla apenas simpático, é muito mais brando do que os primeiros filmes do ritchie. o snatch é o melhor dele até hoje e a seguir o lock stock de estreia. o filme com a madonna é para lá de mau.
esse não o vi. não faço tenção de o ver.
a Madonna nunca me convenceu como actriz.
a madonna podia ter sido uma boa actriz, se tivesse sabido escolher os projectos e tivesse tido aulas de representação. mas qualidades intrínsecas para a sétima arte, só se fosse para a pornografia.
agree : )
mas não se pode ser bom (boa no seu caso) em tudo, e ela como performer é genial. lutou, e conquistou o que tem hoje no panorama musical.
outra coisa que conseguiu foi ter sabido fazer a ponte de forma adequada entre a sua imagem e a sua sonoridade do passado e dar-lhe uma nova "roupagem" e com isso contextualizou-me na minha opinião muito inteligentemente na actualidade. nem todos os bons artista o conseguem. alguns ficam parados no tempo. tiro-lhe o chapéu também por isso.
romântica incurável que sou ficarei sempre a preferir as suas primeiras incursões no mundo da música, sons incomparáveis como o seu "borderline", "material girl" , "true blue" depois como "crazy for you","Live to Tell" , "Papa Don't Preach" , "Take a Bow" mas também gosto bastante de músicas já mais recentes (embora de 1998) como "frozen", "Ray of Light".
a par do facto de ser uma apaixonada por música, sou fã de pessoas que sobem a pulso e vão atrás do que pretendem. sendo essas pessoas mulheres dá-me um gozo especial : )
correcção: "...e com isso contextualizou-se na minha opinião..."
Como adolescente hormonal do sexo masculino na fase em que a Madonna subiu a pulso, posso afirmar que ela conseguiu simultaneamente estabelecer-se como ícone musical e sexual para diversas gerações, o que não foi pêra doce, especialmente porque os detractores eram mais do que muitos.
primeiro, as fotos de nu dela que foram vendidas à playboy, onde ela ostentava um grande tufo nos sovacos (fotos de quando ela ainda não era conhecida), coisa que já arruinou imensas carreiras (aparece na Playboy = galdéria), mas que ela conseguiu contornar;
depois as roupas justas cheias de rendas que ela usava, a atitude de grande frontalidade e abertura sexual em vídeos, livros e revistas; a sua bissexualidade; o casamento violento com Sean Penn; e o facto de ser uma péssima actriz, não tendo convencido num único papel, nem mesmo como Evita.
Curiosamente, o que acho mais estúpido nos projectos de cinema que ela fez foi o seu visual: usava sempre estilos retro, conservadores, a começar pelos penteados (tirando a estreia à procura de Susan, em que parecia saída do like a virgin). mas, em vez de sofisticada e agressiva, como a própria sempre foi, os seus papeis no cinema negavam a sua verdadeira persona. talvez que interpretar personagens tão diferentes dela a tenham prejudicado. não lhe eram naturais.
Também gosto de pessoas que singram por si e pelo seu próprio esforço, e no mundo da música isso não é fácil - ou as músicas agradam ou ninguém as compra.
Mencionaste a canção Take A Bow (não me lembrava dela) e eu ergui a sobrancelha, porque ouvi recentemente uma da Leona Lewis com o mesmo título, mas afinal o título é muito vulgar, a Rihanna também tem uma.
o som dessa música da Madonna "Take A Bow" entra-me de uma forma que não te consigo explicar....gosto mesmo muito.
muitas vezes é pelo som que me apaixono por uma música, outras é a letra que fala mais alto.
nesta foi definitivamente o som, os acordes, a suavidade mas ao mesmo tempo tempo a força da música. só liguei à letra depois.
visualizei os sovacos da Madonna carregados de pêlo...LOL, foste mesmo descritivo e ainda bem que te ficaste por essa parte da sua anatomia : P
essas da Rihanna e Leona Lewis desconheço. vou ouvi-las just for curiosity, but later.
com armpit bush ou sem ele, a madonna tinha um corpo fantástico :)
o refrão da canção da leona lewis é bastante forte. gosto.
ainda hoje o tem.
é de facto forte o refrão. quer o da música da Madonna quer o da Leona transmitem um sentimento de desilusão não te parece?
não sou grande fã da leona mas reconheço-lhe uma voz poderosíssima.
realmente, a canção da madonna não me diz mesmo nada em termos de sonoridade. ouvi-a esta manhã quando li o teu comentário e não fez nada por mim, esquecia-a de imediato. agora é que fui espreitar a letra e vi que é bastante forte, não tem nada a ver com o melaço delicodoce da melodia. credo.
gostei bastante do 1º album da leona e da canção dela para o filme Avatar, mas nunca cheguei a ouvir o 2º album dela. saquei-o numa altura em que estava virado para instrumentais e olha, perdeu-se no meio das pastas.
e o vídeo ser de tourada não tem nada a ver com a letra, é ridículo... (take a bow da madonna)
também nunca percebi essa correlação.
talvez pelo lado do "show de masculinidade" que os toureiros dão tenham tentado ir buscar metaforicamente o mesmo significado e atribui-lo a essa pelos vistos não tão positiva relação de amor, em que ele a tomou por certa.
ou isso ou então tinham um traje a mais de toureiro nos adereços LOL
vou mais pela segunda teoria :)
quantas vezes um realizador não é abordado para realizar um videoclip e ele já tem uma ideia que quer concretizar, apesar de esta nada ter a ver com a canção que lhe propõem?
quem não tem cão caça com gato certo? é utilizar o que se tem. umas vezes resulta, outras nem por isso.
a minha canção favorita do album dangerous, do michael jackson, é a Who is it, mas nunca percebi o que é que David Fincher (realizador de Fight Club) quis com aquela porcaria de videoclip...
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