
Depois de
As Horas, Stephen Daldry regressa com uma adaptação do romance homónimo de Bernhard Schlink, sobre um adolescente que tem um affair com uma mulher, vindo anos mais tarde a revê-la num julgamento, acusada da morte de 300 judeus enquanto guarda prisional nazi. Durante o
affair, a imposição dela para se deitar com o adolescente era que este lhe lesse em voz alta (daí o título do filme), algo que descobre ser uma exigência já feita às prisioneiras do campo de concentração.

Com um ritmo melancólico e um visual leitoso e sereno, assiste-se a uma deprimente exploração do Holocausto num filme que se fica pela exposição do corpo nu de Kate Winslet (da responsabilidade da direcção de fotografia de Chris Menges e de Roger Deakins) e aponta para a conclusão de que o genocídio é menos importante do que a iliteracia individual.

Onde Kate Winslet deu bom uso às aulas de pilates, Ralph Fiennes limitou-se a imitar a cara obstipada de Colin Firth. O grande Bruno Ganz passeia o carisma por duas ou três cenas, ele que já foi Hitler em
A Queda (2004). David Kross, de 17 anos, aprendeu inglês para interpretar o seu papel e a proximidade do corpo de Kate Winslet terá compensado o esforço (Nicole Kidman desistiu do papel ao saber que estava grávida).
The Reader 2008
4 Comments:
Tu e os teus filmes Ricardinho:)
hehe :)
agora toca a ler e a divulgar ;)
O livro é da autoria de Bernhard Schlink, David Hare assinou o argumento ;)
quando tens razão, tens razão :)
vou alterar.
gostaste do filme?
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